Fechamos o mês de agosto festejando os recordes seguidos do Ibovespa. O índice teve uma ótima valorização, com alta de 6,54% no mês. Mas você já sabe o que costuma acontecer quando exageramos na comemoração, não é?
Setembro chegou e com ele também veio a famosa ressaca, com o mercado voltando a se lembrar que ainda existem riscos no horizonte, mesmo depois de um mês de bons ganhos para os ativos de risco.
Alguns fatores parecem ter pesado no humor. Para começar, os velhos riscos fiscais voltaram aos holofotes.
O governo divulgou o Orçamento para 2025 e informou que precisará de mais de R$ 150 bilhões de receitas extraordinárias para conseguir fechar o ano com um déficit zero, o que soa bastante otimista aos olhos do mercado e aumenta a desconfiança com o cumprimento da meta.
Outro episódio que pesou no sentimento foi o bloqueio da plataforma X, o antigo Twitter. Sem entrar nas questões jurídicas, aos olhos do investidor estrangeiro, que está longe e não tem muita familiaridade de como as coisas funcionam por aqui, a decisão ajuda a trazer um pouco de insegurança, e em alguns casos pode até forçar algumas retiradas, justamente quando o fluxo de dinheiro estrangeiro parecia começar a querer engrenar por aqui, com o segundo mês consecutivo de aportes gringos positivos.
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Fonte: BTG Pactual
Outro fator que começou a pesar é a proximidade da reunião do Copom, com grande parte dos analistas de mercado apostando em uma alta da Selic para conter as expectativas de inflação e o dólar, em um momento de transição no Banco Central do Brasil que também traz mais receios.
Mas será que esses são realmente motivos para você vender suas ações?
É verdade que o clima piorou, mas é importante lembrar que há um fator técnico importante também, já que depois de dois meses de altas intensas, o Ibovespa parece esticado, e isso acaba pesando um pouco.
Isso porque, apesar de ainda estar barato, essas altas tão rápidas acabam deixando os investidores mais inclinados a recalibrarem seus portfólios e realizarem parte dos lucros, ou seja, vender um pouco do que subiu e comprar um pouco do que ficou para trás.
Às vezes, os gestores e investidores só precisam de um "empurrãozinho" para tomar essa decisão, e qualquer notícia ruim vira a desculpa perfeita para isso.
Apesar dos ruídos, ao menos por enquanto nenhum desses fatores realmente parece mudar drasticamente a perspectiva. O Orçamento para 2025 é o que mais preocupa, mas o Congresso já deu sinais de que será difícil aumentar impostos, o que deve forçar o governo a rever os gastos.
Com relação à Selic, as altas caso ocorram, devem ser graduais e não vão afetar muito os resultados corporativos que, é bom lembrar, já mostraram grande evolução no último trimestre.
É verdade que o Ibovespa esticado e os ruídos de curto prazo atrapalham. Mas pensando num prazo maior, lembro que o índice segue barato e que as empresas brasileiras voltaram a apresentar resultados interessantes.
Além disso, o mês de setembro provavelmente marcará o primeiro corte dos juros nos Estados Unidos desde março de 2020, o que normalmente costuma ser um vento de cauda para ativos de riscos.
A depender dos discursos dos Bancos Centrais na próxima Super Quarta (dia 18), dados inflacionários comportados e, quem sabe, uma revisão de gastos pelo governo brasileiro, o mercado pode esquecer rapidamente a enxaqueca e voltar para mais uma farra daquelas, o que certamente faria diversos ativos recomendados pelo BTG Pacual se valorizarem bastante – caso queira conferir, o acesso ao relatório é gratuito.
Se for o caso e o mercado realmente engatar uma nova pernada de valorização, aproveite mas sempre com moderação e sem esquecer de colocar algum lucro no bolso, já que depois da farra sempre vem alguma ressaca.
Por Paulo Nascimento Filho, empresário, assessor de investimentos pela Ancord, influenciador e criador de conteúdo sobre finanças e educação financeira.
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