Profissionais da rede municipal de ensino realizam uma paralisação e um ato em frente ao Centro Administrativo José Alves de Azevedo, sede da Prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ), na manhã desta quinta-feira (2). Os servidores reivindicam a valorização da categoria e o cumprimento dos direitos, incluindo o piso salarial do magistério. A Guarda Civil Municipal (GCM) está no local acompanhando o ato. VÍDEO AQUI.
A professora da rede municipal de ensino, Kétila Silva Gonçalves, destacou ao NF Notícias o motivo do ato. “O motivo da manifestação é sobre a complementação do piso nacional que foi aprovada na última semana pela Câmara. Esse piso não favorece a toda a categoria e eles alegam que é para complementar quem não recebe o piso nacional. Só que aqui em Campos todos recebem o piso desde que foi assinado há uns anos. Hoje, esse piso, eu não sei a quem vai favorecer, pois até o contratado da prefeitura recebe o mínimo dado no piso nacional”, destacou.
A professora frisou ainda que foi criada uma comissão junto ao secretário de Governo, Juninho Virgílio, para que fosse realizada uma reunião dentro da prefeitura. Os manifestantes seguem com o ato e aguardam o que vai ser acordado no encontro. O NF entrou em contato com a Prefeitura e perguntou se haverá algum entendimento entre o governo e a classe, e aguarda o retorno.
A Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes aprovou, durante a sessão ordinária da terça-feira (23), o Projeto de Lei sobre a atualização do piso salarial do magistério. O tema gerou grande embate no plenário, motivando protestos do Sindicato dos Servidores Municipais (Siprosep) e do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe). A matéria foi aprovada por maioria, com os votos contrários de Rogério Matoso e Maicon Cruz, além da abstenção de Leon Gomes.
No entendimento da presidente do Siprosep, Elaine Leão, o projeto destrói o plano de carreira dos servidores da educação. “O servidor tem uma progressão funcional a cada dois anos quando é bem avaliado. Diante disso que está acontecendo agora, esse plano de carreira vai ser usado dentro do piso, sendo que o piso já está muito claro: é o piso e não o teto. Isso está adoecendo os professores, que não terão reposição nenhuma dentro do piso. O governo federal deu 5,3% e aqui (Campos) não terá nada. Nossos professores estão perdendo um direito”, afirmou a presidente.
Por outro lado, o líder da bancada governista na Câmara, o vereador Dudu Azevedo, defendeu que o projeto se tornou necessário e que houve entendimento para que fosse colocado em pauta. “O governo precisa cumprir com o que rege a lei federal do piso do magistério. O prefeito precisava passar essa lei na Câmara e assim foi feito, para que já no próximo mês a gente consiga fazer com que todos os profissionais da educação que estejam recebendo abaixo do piso tenham o seu salário ajustado. Houve uma questão de divergência, mas isso faz parte do processo legislativo”, destacou o líder governista.
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