Google News HOME

Café na Lapa com o bolo preferido


  • Opinião NF
  • 02 de Julho de 2026 | 08h02
 Imagem com uso de IA
Imagem com uso de IA

O assunto principal dos bastidores da planície é um só: a ex-governadora Rosinha Garotinho resolveu botar o bloco na rua e declarar apoio público à pré-candidatura de Thiago Virgílio para a Alerj. No vídeo publicado nas redes sociais, Rosinha usou uma palavra sagrada na política, “lealdade”. Fez questão de lembrar que Thiago esteve presente nos momentos mais duros do grupo.

Mas, como na política o que não se diz costuma ser mais importante do que o que se diz, o movimento foi um verdadeiro torpedo. Thiago vinha externando insatisfações públicas com a cozinha interna do grupo. O apoio de Rosinha chega para blindá-lo, mas acende o alerta vermelho no entorno do deputado Bruno Dauaire. Fontes da coluna garantem que o clima é de pura insatisfação. Bruno sempre foi o favorito do prefeito Wladimir Garotinho para a Alerj, e ver Thiago avançar com a bênção da matriarca mexe diretamente no tabuleiro político do clã. Quem viver, verá.

Medalha Tiradentes

O prefeito de Campos, Frederico Paes, recebeu a Medalha Tiradentes — a maior honraria da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) —, entregue pelo deputado estadual Rosenverg Reis.

A cerimônia aconteceu no Centro Administrativo José Alves de Azevedo. Em seu discurso, Frederico foi político e habilidoso: dividiu os méritos e dedicou a conquista à população campista. Um aceno importante de reconhecimento ao trabalho que vem sendo feito na nossa cidade.

Saia-justa do Republicanos

O ex-prefeito de Miguel Pereira e pré-candidato ao Governo do Estado pelo Republicanos, André Português, passou por Campos e São João da Barra. Ao ser entrevistado pelo jornalista Diego Machado, da Rádio Jovem Pan Campos, sobre a disputa interna com Anthony Garotinho pela vaga do partido, Português tentou sair pela tangente, mas o clima pesou.

A pergunta foi direta: se Garotinho ganhar a convenção, Português apoia? E vice-versa? A resposta mostrou que a diplomacia partidária tem limite. Convenção do Republicanos promete ser tudo, menos pacífica. Ninguém ali quer abrir mão do topo da chapa.

"Palanque Liberado" no Rio

Enquanto isso, na capital, o cacique nacional do PSD, Gilberto Kassab, deu uma entrevista à CNN Brasil e tratou de colocar panos quentes na estratégia de Eduardo Paes. Paes, que é do PSD, vai apoiar o presidente Lula à reeleição, ignorando a chapa nacional do próprio partido com Ronaldo Caiado.

Kassab disse que "não tem crise" e que isso não é oportunismo, mas sim respeito às "peculiaridades locais". Traduzindo o "politiquês" para o bom português: o Rio de Janeiro é um universo à parte e, para garantir a sobrevivência e o crescimento regional, vale tudo — até palanque duplo.

Discurso de União

No campo da direita conservadora, o senador Flávio Bolsonaro aproveitou um encontro com mulheres para mandar um recado claro de pacificação interna. Tentando afastar qualquer boato de racha familiar ou político, Flávio blindou sua relação com a ex-primeira-dama.

"Respeito demais a Michelle e tenho a convicção de que a gente vai superar mais esse momento difícil e caminhar junto", disse Flávio.

Estratégia nas “Ruas”

Para fechar o resumo da semana, a corrida pelo Palácio Guanabara já está nas ruas. Eduardo Paes acelerou o passo no interior e, nesta semana, focou as baterias na Baixada Fluminense, além de passar por Niterói e São Gonçalo. Sabe que precisa furar a bolha da capital se quiser o estado.

Por outro lado, Douglas Ruas não tem ficado atrás. O homem vem costurando por baixo, se reunindo com grandes lideranças, prefeitos e ex-prefeitos de cidades estratégicas. A estratégia de Ruas é clara: comer pelas beiradas e construir uma base de prefeitos forte antes do jogo oficial começar.

Seja o Primeiro a Comentar

Comentar

Campos Obrigatórios. *