No Brasil criou-se a ideia de que o ano só começa após o carnaval, mesmo quem trabalha incessantemente acaba aderindo ao jargão e repetindo a frase.
Fato é que muita coisa já aconteceu e algumas das notícias que surgem agora são o resultado de ações desses dias de limbo nacional entre o ano novo e a quarta-feira de cinzas. No momento em que nós, católicos, começamos a quaresma, após as discussões acaloradas sobre famílias enlatadas em conserva, as notícias do campo político tomam lugar.
Os Reis de Caxias fazem uma aliança com Paes, os aliados de Bacelar (alguém sabe por onde anda?) dizem que ele já sabia, avisou e exonerou por isso. O mandato tampão é discussão sem fim e sem pé nem cabeça, todo dia alguém quer, alguém que dizem querer diz que não quer e alguém que ninguém imagina querer busca por todos os meios ser.
As promessas ao interior parecem ter sido mesmo chuva de verão e os políticos de fora da região metropolitana do Rio de Janeiro vão precisar se esforçar para conseguir espaço. Isso inclusive é fruto da grande concentração populacional na região metropolitana, deixando o interior com baixa representatividade. Uma boa razão para apoiarmos a adoção do voto distrital, mas é assunto para outra hora.
Castro está entre a cruz e a caldeirinha, ao deixar obrigatoriamente o governo para ser candidato, deixa de ter poder e influência. Se não deixar e terminar o mandato fica sem cargo em janeiro e isso tudo se não for cassado e se tornar inelegível antes por causa do escândalo do CEPERJ.
De tédio a política do Rio não morre. Feliz Ano Novo!
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