O ouro superou a marca de US$ 2.900 por onça, impulsionado pela busca dos investidores por proteção diante das incertezas sobre as políticas tarifárias de Donald Trump.
Embora algumas iniciativas diplomáticas estejam em andamento para amenizar os conflitos mais evidentes, as tensões geopolíticas permanecem e uma Nova Guerra Fria parece se aprofundar.
A rivalidade entre EUA e China segue sendo o principal eixo da disputa geopolítica, mas outro fenômeno significativo tem ganhado força: a crescente aproximação entre estados párias.
Um exemplo claro é o fortalecimento das alianças entre Rússia, Coreia do Norte e Irã. Após a assinatura de um tratado de defesa mútua entre Vladimir Putin e a Coreia do Norte, o líder russo agora recebeu o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, para formalizar um acordo de parceria estratégica abrangente.
Esse realinhamento global reflete um mundo cada vez mais fragmentado e instável, onde as tensões geopolíticas criam um ambiente de maior volatilidade para os mercados.
Nesse contexto, o ouro se reafirma como um ativo indispensável.
Além de ser uma reserva estratégica para bancos centrais, ele mantém seu status de porto seguro e reserva de valor histórica, acumulando milhares de anos de confiabilidade em momentos de turbulência econômica e política.
Seja como hedge contra crises ou como proteção contra a desvalorização das moedas fiduciárias, o metal precioso segue desempenhando um papel fundamental na preservação de patrimônio diante de um cenário global cada vez mais incerto.
O ouro tem sido cada vez mais adotado não apenas por investidores, mas também por bancos centrais, que reforçam suas reservas como uma forma de blindagem contra choques financeiros e geopolíticos.
Em 2024, o Banco Central da China (PBoC) expandiu suas reservas de ouro em 44,17 toneladas, atingindo um novo recorde de 2.279,57 toneladas.
Esse movimento reflete um esforço de diversificação e independência financeira, reduzindo a exposição ao dólar americano em meio ao crescente uso da moeda como ferramenta de sanções econômicas.
A crescente valorização do ouro como ativo defensivo reforça seu papel central em um mundo cada vez mais polarizado.
A mudança no papel do ouro dentro do sistema financeiro internacional se intensificou após a decisão dos EUA de utilizar o dólar como arma geopolítica.
Desde que Richard Nixon encerrou o padrão-ouro em 1971, as reservas internacionais dos países reduziram drasticamente sua exposição ao metal.
No entanto, as sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos contra a Rússia, após a invasão da Ucrânia, marcaram um ponto de inflexão, desencadeando uma nova onda de acúmulo de ouro por bancos centrais.
O temor de que os EUA possam expulsar nações inteiras do sistema financeiro global tem levado diversos países a fortalecerem suas reservas de ouro, impulsionando os preços e incentivando uma corrida especulativa ao metal.
Assim, os mercados emergentes devem seguir ampliando suas reservas de ouro como blindagem contra pressões econômicas vindas do Ocidente, ao mesmo tempo em que muitas das principais economias já começaram a reduzir suas taxas de juros.
Esse fator, por si só, reforça um cenário de valorização para o metal precioso, pois, historicamente, o ouro tende a se beneficiar em períodos de maior incerteza inflacionária. Em cenários onde a inflação persiste, o ouro tende a valorizar ainda mais.
Mas, esse movimento de valorização deve continuar?
Acredito que sim.
O metal precioso não apenas protege contra riscos sistêmicos, mas também funciona como hedge em moeda forte, diversificando a exposição ao dólar e reduzindo a vulnerabilidade a choques financeiros.
Para investidores que desejam se posicionar nesse cenário, além da compra do ativo em si, existem diversos fundos de investimentos e ETFs como veículos simples e interessantes de exposição ao ouro, oferecendo liquidez e praticidade.
No entanto, qualquer decisão de investimento deve ser tomada com cautela e planejamento estratégico, garantindo que as posições estejam adequadamente dimensionadas, respeitando o perfil de risco individual e assegurando uma diversificação robusta do portfólio.
Por Paulo Nascimento Filho, empresário, assessor de investimentos pela Ancord, influenciador e criador de conteúdo sobre finanças e educação financeira.
| 21 | Fórum Econômico de Davos e a tensão na Groenlândia |
| 14 | Por que investidores estão olhando para o consórcio como alternativa ao crédito caro |
| 7 | Venezuela e a Doutrina Monroe 2026 |
| 10 | Balão de ensaio do clã Bolsonaro fura o mercado |
| 3 | Como pagar menos Imposto de Renda usando a Previdência Privada? |
| 19 | Ouro ou dólar: qual rendeu mais nos últimos anos? |
| 12 | Imparável Ibovespa |
| 5 | Política monetária não cede, e fiscal não ajuda |
| 24 | Conta internacional: o que é e como ter a sua |
| 17 | Alto patrimônio x alta renda: existe diferença? |
| 10 | CPF dos imóveis: o que é, qual será o impacto? |
| 3 | Ouro registra novo recorde |
| 27 | Vale a pena investir em ETF irlandês? |
| 20 | Petrobras (PETR4) cai mais de 18% no ano - oportunidade ou armadilha? |
| 13 | Gestão de patrimônio: o que você precisa saber para fazer corretamente? |
| 28 | Seguimos apesar de Brasília |
| 21 | Os caminhos de 2026 |
| 14 | Janela de oportunidade com as pequenas empresas da bolsa |
| 7 | Mudança estrutural nos mercados internacionais? Ibovespa bate S&P500 em abril |
| 30 | Brasileiro considera retorno com investimentos baixo, no entanto a poupança segue como preferência |
| 9 | Guerra comercial abre oportunidade para o Brasil |
| 2 | Não existe almoço grátis |
| 26 | O caso Carrefour e as oportunidades da bolsa |
| 5 | Valorização do Ibovespa mostra como ações estão baratas |
| 29 | Primeira Super Quarta do ano |
| 22 | Donald Trump retorna à Casa Branca |
| 8 | Animados para 2025? |
| 18 | Juro sozinho não será suficiente |
| 11 | Os juros subirão ainda mais? |
| 4 | A realidade se impõe |
| 27 | Aluguel sem fiador ou seguro-fiança? Conheça o TD Garantia |
| 13 | A ótica dos dividendos |
| 6 | Caminhos opostos |
| 25 | Corte de juros nos EUA é benéfico, mas não resolve tudo |
| 18 | O que esperar de mais uma Super Quarta? |
| 11 | Depois da farra sempre vem alguma ressaca |
| 4 | A ilusão da notícia |
| 28 | Perspectivas para as taxas de juros |
| 21 | Recorde no Ibovespa |
| 14 | Um novo paradigma a caminho? |
| 7 | Pânico nos mercados globais. Existe razão para tamanha histeria? |
| 31 | Agronegócio é alternativa para investidores |
| 24 | Economia brasileira com crescimento sustentável ou voo de galinha? |
| 10 | Compre ao som dos canhões e venda ao som dos violinos |
| 3 | Segunda metade do ano |
| 26 | Bolsa tem boas oportunidades para os pacientes |
| 19 | Conservadorismo necessário |
| 12 | Juros e inflação nos EUA definirão rumo dos mercados no curto prazo |
| 5 | Nosso dilema do prisioneiro |
| 29 | Como a desancoragem das expectativas atrapalha a queda dos juros no Brasil |
| 22 | Debêntures incentivadas em evidência |
| 15 | Bolsa barata basta? |
| 8 | Conservadorismo e cautela |
| 1 | O mal não falado |
| 27 | Não chegue no fim da festa |
| 20 | Super Quarta quente |
| 13 | Reserva de valor: até onde vão o ouro e o bitcoin? |
| 6 | Petrobras e seu recorde de valor de mercado |
| 28 | Petróleo: a principal commodity |
| 21 | Investimentos inteligentes: planeje sua viagem dos sonhos |
| 7 | Como vencer o medo de investir? |
| 31 | Aquela velha roupa vermelha |
| 24 | 2024 é ano de eleições. A mais importante não será no Brasil |
| 17 | Commodities em baixa |
| 10 | Ressaca pós-virada? |
| 20 | Dicas para controlar os gastos de fim de ano |
| 13 | Última Super Quarta do ano |
| 6 | Lições valiosas de Charlie Munger |
| 26 | Comprar imóvel ou investir em fundos imobiliários? |
| 19 | Em busca de um porto seguro |
| 12 | Mais pra cá do que pra lá |
| 5 | Como investir com foco no longo prazo no Brasil? |
| 15 | Como saber se uma ação está cara ou barata? |
| 8 | Investir é um teste de resiliência |
| 1 | Semana dos Bancos Centrais |
| 21 | Renda fixa segue como “queridinha” em 2023 |
| 14 | Menino ou adulto Haddad? |
| 7 | Fuja dos golpes: não se deixe levar por promessas de dinheiro fácil |
| 26 | Benefícios do planejamento sucessório: conheça mais! |
| 19 | Quais os riscos de investir em FIIs? |
| 13 | Viver de renda? Confira o passo-a-passo para chegar lá! |
| 31 | Contra o consenso |
| 24 | BTG lança plataforma cripto |
| 17 | Preparado para as propagandas eleitorais? |
| 10 | Um pouco de previsibilidade |
| 3 | Preparados para o mês de agosto? |
| 27 | A proteção ficou mais cara, mas continua essencial |
| 20 | Fundos imobiliários X Imóveis |
| 13 | Renda fixa continua atraente. Mas e a bolsa? |
| 6 | Cenário macro para 2º semestre |
| 25 | Uma boa notícia para os fundos imobiliários |
| 18 | O médico e o monstro |
| 11 | O fim da era do dinheiro de graça |
| 4 | A maré baixa mostrará quem está nadando pelado |
| 27 | Todos os caminhos levam à inflação |
| 20 | O alerta vem da China, "de novo" |
| 13 | Insurtechs? Esse seguro está diferente |
| 6 | Consórcio é mais vantajoso que outras aplicações financeiras? |
| 30 | Irmãos a obra: análise de balanços |
| 23 | Com qual frequência você muda de opinião? |
| 15 | A Super-Quarta |
| 9 | Mulheres: com toda crise, uma oportunidade |
| 2 | Investindo em tempos de guerra |
| 23 | A sorte está lançada |
| 16 | Value investing is back |
| 9 | Mudanças e algumas tensões no ar |
| 2 | A política monetária brasileira sob os holofotes |
| 26 | NF Notícias estreia coluna de economia com Paulo Nascimento Filho |
Seja o Primeiro a Comentar
Comentar