As discussões e articulações sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), vem sendo destaque nos bastidores e corredores da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes. Ressalta-se, que o projeto está na Casa de Leis, porém, os vereadores querem impor um remanejamento entorno de 5%, sendo que o desejo da gestão do prefeito Wladimir Garotinho, é de 40%, que daria um fôlego para as finanças do município. Diante disso, com o impasse, no momento que éramos para estar no período de recesso eleitoral, ninguém cogita sequer qual será o dia da votação da LDO.
Em uma breve pesquisa, irei abordar sobre a votação da LDO em governos anteriores. Não indo tão distante, na gestão do ex-prefeito Rafael Diniz, onde é bastante criticada pela população, o remanejamento foi de 20%. Em entrevista na semana passada, o vereador de oposição, Fred Machado, abordou que essa seria uma porcentagem justa para o atual governo. Ou seja, seria um remanejamento que ficaria em meio termo, tanto com o desejo do executivo, quanto com o que a oposição quer impor.
No governo da ex-prefeita Rosinha Garotinho, o diálogo entre os vereadores da época foi de muita facilidade com gestora. O remanejamento foi de 50% e com facilidade na votação, tendo condições de realizar um governo tranquilo para o bem dos munícipes.
Nesses dois exemplos citados, como Rafael e Rosinha, percebe-se o senso comum entre as partes envolvidas, obviamente o remanejamento não irá agradar a todos os lados, mas travar um governo por briga política, beira o baixo nível.
A questão da baixa porcentagem que a oposição quer entregar ao município, não irá afetar a pessoa Wladimir Garotinho, o governo ficará engessado sim, mas quem vai sair perdendo é a população, com menos investimentos nas principais áreas, como a saúde e educação. Demandas que poderiam ser resolvidas com facilidade, não serão, e o governo será prejudicado.
Na política, tem de haver embates sim, discussões e demais fatores, mas no momento certo, como por exemplo o período eleitoral. Isso faz parte da nossa democracia, no qual lutamos para tê-la e vamos estar sempre preservando. Uma gestão tem que acontecer de maneira harmoniosa, seja pelo lado do executivo, quanto para o legislativo, onde estão os vereadores que de fato foram eleitos para fiscalizar o governo, não mandar no governo.
Como primeiro suplente de vereador, vejo que as discussões entre oposição e situação são normais, aliás, eles defendem seus grupos políticos. Mas vejo também que os vereadores não devem ditar regra do governo, e é isso que um grupo de oposição vem tentando fazer no nosso município. O prefeito tem que ter cabeça para gerir da maneira correta e é isso que está acontecendo.
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