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Os desafios dos candidatos com menos tempo de campanha


  • Para semear esperança
  • 30 de Junho de 2022 | 14h22
 Reprodução/Internet
Reprodução/Internet

A mídia brasileira divulgou, durante esta semana, que a campanha eleitoral paras as eleições deste ano terá um prazo mais curto desde 1994 para os pré-candidatos se articularem. A campanha eleitoral será feita entre 16 de agosto e 1º de outubro, um período de 46 dias de ações nas ruas e internet, um pouco mais de um mês. O ano com intervalo mais curto até então, ocorreu na última eleição, em 2018, com 50 dias liberados para distribuição de santinhos, pedidos de votos e eventos oficiais das campanhas.

Na minha percepção, para concorrer um cargo, por exemplo, o de deputado estadual, onde a campanha tem que ir além do seu domicílio eleitoral e o pré-candidato tem que batalhar para conquistar os seus votos em outros municípios, o prazo mais curto poderá o prejudicar, onde não dará tempo para realizar os trabalhos de campanhas.

Por outro lado, quem também perde são os eleitores, que na minha visão, não terão tempo hábil para conhecer, estudar e analisar os pré-candidatos e poder depositar o seu voto de confiança no dia da eleição. Os dois lados vão sair perdendo com essa diminuição no prazo para a campanha eleitoral.

Só quem já viveu uma eleição de perto sabe o quanto árdua a campanha nas ruas. Atualmente, contamos com o auxílio da internet. A ferramenta ajuda muito, alcança lugares que o pré-candidato não pode ir. Mas, existem aqueles políticos tradicionais, digamos assim, que preferem o corpo a corpo, se aproximar do povo, ouvir as demandas dos cidadãos para poder atende-las futuramente.

Os partidos e candidatos tinham período maior para apresentarem seus projetos aos eleitores, com o mínimo de 85 dias para a eleição à Presidência (o que ocorreu em 2006). A média entre 1994 e 2014 era de 90 dias com as campanhas nas ruas -- inclui também os materiais veiculados em rádio e TV.

A campanha no rádio e na TV, que atinge mais o povão, a população de classe média e classe média baixa, também será mais curta. Ou seja, neste ano, aqueles que visam vaga seja na Assembleia, Senado e na Câmara dos Deputados, em Brasília, terão que, literalmente gastar o solado do sapato nas ruas e saber usar de maneira responsável consciente, pois hoje, as redes sociais todos têm acesso e todo mundo fica sabendo de muita coisa.

Em contrapartida, os eleitores devem tomar cuidado em acompanhar os políticos nas redes sociais, onde na verdade muitos que ali estão maquiam suas atitudes, dando uma de bom moço. Antes de escolher qualquer candidato, deve-se pesquisar a vida pregressa dos candidatos, saber da história, o que ele já fez, quais as propostas. Como ele é como cidadão diz muito como ele é, ou pode ser como político.

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