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A sorte está lançada


  • Olhar Econômico
  • 23 de Fevereiro de 2022 | 07h07
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Um decreto redigido por Putin deu a ordem para que as tropas russas se movam para o leste da Ucrânia como um esforço para “manter a paz”. O movimento aconteceu logo após o reconhecimento da independência das regiões separatistas, aparentemente acabando com as esperanças remanescentes de evitar um conflito.

As dúvidas são as consequências desse ato, que poderá ser pontual ou ultrapassar fronteiras, com a situação evoluindo para uma guerra. Uma eventual escalada, poderia causar além de baixas civis, escassez de energia na Europa e caos econômico em todo o mundo. Lá fora por exemplo, os mercados já refletiram o novo cenário com quedas neste início de semana.

É verdade que a economia russa não é tão significativa globalmente (cerca de 3% da economia mundial), porém a Rússia é um grande produtor de energia e as tensões levaram volatilidade aos preços. O aumento visto nos preços do petróleo e do gás natural, por exemplo, refletem um prêmio de risco para uma possível interrupção futura do fornecimento. As sanções deverão afetar setores específicos dos mercados de ações.

Reflexo das sanções já impostas e outras que podem estar por vir, fazem investidores fugirem do risco das ações para portos seguros, como títulos soberanos (dos EUA e da Alemanha, por exemplo), metais preciosos (ouro e prata) e moeda forte, como o franco suíço.

Em Brasília, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado pode votar projeto que regulamenta criptomoedas — o projeto, apesar de importante, está bastante defasado frente à realidade atual do mercado.

Dois outros temas chamam a atenção, para além do debate sobre combustíveis. O primeiro é o aumento para servidores, que foi ventilado em R$ 400,00 de maneira linear. Um aumento como esse poderia causar mais problema do que solução. Fontes da Casa Civil inclusive já vieram a público afirmando que a informação não possui lastro. Depois de solucionada a questão dos combustíveis, o tema do reajuste deve ganhar espaço.

Em segundo lugar, a proposta de emenda à Constituição que proíbe a criação de despesas à União, estados, Distrito Federal e municípios sem previsão de fonte orçamentária. O entendimento é positivo para o mercado, por fornecer maior previsibilidade aos gastos do governo, um dos principais responsáveis pela correção do segundo semestre de 2021.

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