O delegado da 146ª DP, que investiga o assassinato de Ana Paula Ramos, Luiz Maurício Armond, recebeu a imprensa na manhã desta quarta-feira (23/08), e revelou que a própria cunhada dela contratou os suspeitos do crime.
Para atrair a vítima até a Praça do Parque Rio Branco, a cunhada disse que precisaria passar na obra de sua casa antes de ir a um lugar onde veriam o vestido de madrinha para o casamento da estudante. Elas eram colegas desde a infância.
“Contra o fato dela ser a mandante não nos resta dúvida sobre isso. Existem informações que haviam uma possível inveja nas relações entre ambas, mas isso nós devemos verificar. Há indicações de maiores ameaças que talvez não tenham sido levadas tão a sério sobre esses fatos que também necessitamos apontar, mas acreditamos que a passionalidade seja o plano de fundo desse crime, disse Armond.
A mandante contratou o crime através de um intermediário, que seria marido de uma amiga dela de infância. Esse homem indicou os dois suspeitos para a realização da “execução fria a macabra em razão das relações familiares”, como definiu o delegado. Um dia antes do homicídio, ela se reuniu com eles e combinou o local certo, já que de primeiro momento seria na Praça de Custodópolis, em Guarus. Parte do dinheiro, R$ 2.000,00, foi entregue na mesma data e o restante depois do assassinato.
Questionado sobre uma relação extraconjugal, o delegado esclareceu. “Essa versão foi aventada, mas até agora não foi confirmada pra que nós possamos afirmar. Ouvimos os maridos de ambas, tá? Estamos agora, nesse momento ouvindo o marido da vítima mais uma vez. Vamos ouvir essas pessoas mais vezes, vamos ouvir elas, vamos acariadas pra confrontar porque as investigações se deram num ritmo muito acelerado, que resultou numa eficiência de resposta aonde o fato ocorreu sábado, na segunda e terça-feira nós já tínhamos praticamente solucionado, mas que necessitava busca de provas. Foi o que foi feito ontem, está sendo feito hoje e que em breve fecharemos esse inquérito pra poder remetê-lo ao Ministério Público pra que seja denunciado e levar a júri”, explicou.
Quatro pessoas estão presas: os autores, a mandante e o homem que entrou em contato com os outros suspeitos. A arma do crime está desaparecida assim como o dinheiro que não foi encontrado, já que os suspeitos disseram que pagaram dívidas. Ainda segundo o delegado, a cunhada não se pronunciou sobre o caso em nenhum momento até o fim da coletiva.
Surgiu a informação de que a Ana Paula estaria grávida, mas isso não foi confirmado até o momento. A Polícia Civil aguarda o resultado de laudos médicos. Eles foram enquadrados em homicídio qualificado e feminicídio.
Fonte: Redação
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