A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) monitora o aumento do número de casos de Mpox, em especial, na capital do estado. As mais de duas mil doses da vacina fornecidas pelo Ministério da Saúde, nesta quarta-feira (04/11), serão destinadas ao município do Rio, que concentra o maior número casos: 207 dos 298 já confirmados entre janeiro e 6 de novembro deste ano, sem registro de óbitos.
Em 2025, foram confirmados 119 casos. Por conta do aumento, a SES-RJ mantém vigilância ativa junto aos municípios e reforça que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os casos. Como parte das ações de enfrentamento à doença, a pasta vai emitir nota técnica com critérios e definições para orientar os municípios fluminenses, e organiza treinamento das equipes técnicas com o objetivo de qualificar a atuação dos profissionais de saúde das prefeituras, responsáveis pela identificação e encaminhamento dos casos.
A Mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus que provoca erupções e lesões na pele. Infectologista do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, Rafael Galliez explica que a transmissão do vírus da Mpox ocorre por contato íntimo e por gotículas respiratórias.
Entre as medidas para reduzir o risco de transmissão estão evitar o contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas e procurar atendimento em uma unidade de saúde diante de possíveis sintomas. As manifestações incluem erupções e lesões na pele, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e cansaço.
"Como tudo que envolve doenças infecciosas e transmissíveis, a percepção sobre o aumento de casos nos leva a uma maior atenção. Estamos observando essa tendência e orientando a procura pelos serviços de saúde em casos suspeitos", explica.
A vacinação é destinada prioritariamente a grupos específicos, conforme critérios epidemiológicos definidos pelo Ministério da Saúde. A imunização é destinada, prioritariamente, às pessoas vivendo com HIV (PVHIV) que apresentaram maior risco de agravamento pela doença, mediante levantamento prévio e agendamento.
Caso, após 15 dias da data do agendamento, não seja possível localizar esse público por meio de busca ativa, as doses deverão ser ofertadas progressivamente a outros grupos específicos com maior risco de exposição ou agravamento do quadro. São eles: pessoas vivendo com HIV que apresentem menor risco de gravidade; usuários de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP); e técnicos de laboratórios que manipulam amostras de Mpox. O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas.
Até 2 de novembro, a SES-RJ registrou 953 doses aplicadas contra a Mpox em todo o território fluminense. Os dados constam do Painel de Ocorrência, atualizado na terça-feira (03/11), com informações da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).
Sobre a Mpox
A maioria dos pacientes infectados com a Mpox apresenta sintomas leves ou moderados. O tratamento consiste em cuidados clínicos de suporte, voltados ao alívio dos sintomas, à prevenção e ao tratamento de complicações e à redução do risco de sequelas.
Segundo técnicos da SES-RJ, o número de lesões varia de pessoa para pessoa. Embora sejam mais frequentes no rosto, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, elas podem aparecer em qualquer região do corpo, inclusive nos órgãos genitais.
Mais informações e orientações sobre a Mpox estão disponíveis no painel Monitora RJ, no site da SES-RJ (monitorar.saude.rj.gov.br).
Recomendações sobre prevenção:
* Evitar contato físico direto com lesões de pessoas com suspeita ou confirmação de Mpox;
* Suspender o contato íntimo e as relações sexuais diante de sinais ou sintomas suspeitos, até a avaliação por um profissional de saúde;
* Não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas de cama e vestimentas, que possam estar contaminados;
* Procurar atendimento em uma unidade de saúde ao identificar lesões suspeitas, especialmente nas regiões genital, anal e oral, mas também em outras partes do corpo, mesmo quando não houver febre ou aumento dos gânglios linfáticos.
Fonte: Governo do RJ
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