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Votos de Garotinho podem mudar cenário da eleição no Rio

Deltan Dallagnol (Novo) e Dr. Furlan (PSD) tiveram suas candidaturas contestadas


  • Política
  • 05 de Outubro de 2026 | 11h42 | Por: Catarine Barreto
 Foto: Reprodução/ TVGlobo
Foto: Reprodução/ TVGlobo

O resultado das urnas no primeiro turno das eleições de 2026 não encerrou a disputa para três candidatos que chegaram ao pleito sob questionamentos na Justiça Eleitoral. Anthony Garotinho (Republicanos), Deltan Dallagnol (Novo) e Dr. Furlan (PSD) tiveram suas candidaturas contestadas e agora dependem de decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que se saiba quais serão, de fato, os efeitos de suas votações.

A situação é diferente entre os três. Dallagnol foi eleito senador pelo Paraná e Dr. Furlan venceu a disputa pelo governo do Amapá. Garotinho, por sua vez, não conseguiu chegar ao segundo turno no Rio de Janeiro. Em todos os casos, porém, a situação jurídica ainda pode provocar mudanças no resultado.

Garotinho pode alterar cenário da disputa no Rio

Anthony Garotinho teve o registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) em 11 de setembro. A decisão considerou que o ex-governador ainda estaria com os direitos políticos suspensos em consequência de uma condenação por improbidade administrativa.

O ponto central da discussão está no momento em que deve começar a contagem do período de oito anos de inelegibilidade previsto na Lei da Ficha Limpa. O processo tem origem em uma condenação relacionada ao período em que Rosinha Matheus, mulher de Garotinho, comandava o governo fluminense e ele ocupava a Secretaria de Estado de Governo.

Às vésperas da votação, o caso sofreu novas mudanças. Na sexta-feira, 2, o ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do processo no TSE, derrubou uma liminar que havia favorecido Garotinho. Com isso, os votos recebidos pelo candidato permaneceram registrados como anulados sub judice enquanto o indeferimento determinado pelo TRE-RJ estivesse em vigor.

No domingo, 4, entretanto, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que os votos de Garotinho continuassem sendo considerados no cálculo dos porcentuais até que o colegiado da Corte analise a situação. A medida não representa uma confirmação definitiva da validade dos votos, que ainda depende do julgamento do recurso.

O impasse tem impacto direto na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) seguem, neste momento, para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Com praticamente todas as urnas contabilizadas, Ruas terminou a primeira etapa na liderança, com aproximadamente 49,3% dos votos válidos, enquanto Paes alcançou cerca de 42,7%. Garotinho ficou com 3,17%.

Caso os votos de Garotinho deixem de ser considerados na base utilizada para calcular os porcentuais, a situação pode mudar de maneira significativa. Ruas passaria a aproximadamente 50,9% dos votos válidos e, nesse cenário, ultrapassaria a marca necessária para uma vitória já no primeiro turno.

A definição, portanto, está nas mãos do TSE. Além de decidir sobre o registro de Garotinho, a Corte Eleitoral terá de estabelecer quais efeitos sua votação terá sobre a totalização e, consequentemente, sobre a necessidade ou não de um segundo turno no Estado.

Fonte: Estadão conteúdo 

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