Os três principais candidatos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL) e Anthony Garotinho (Republicanos), votaram na manhã deste domingo (4). A movimentação dos postulantes ao Palácio Guanabara foi marcada por discursos sobre a crise política e de segurança no estado, promessas de ruptura com a chamada "velha política" e declarações firmes sobre possíveis alianças e questionamentos judiciais no cenário estadual.
Confira os principais pontos das declarações e da votação de cada candidato:
Votou no Gávea Golf Club, na Zona Sul do Rio de Janeiro, acompanhado da esposa, dos filhos, da candidata a vice-governadora Jane Reis (MDB) e do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD).
Paes pediu a conscientização do eleitorado, tanto de esquerda quanto de direita, para derrotar o grupo político que comanda o estado. Afirmou representar a "mudança com segurança" e declarou que "o Rio de Janeiro não aguenta mais outro Witzel e outro Cláudio Castro".
Registrou o voto no bairro Amendoeira, em São Gonçalo, ao lado da esposa, Mariana Ruas, e do filho, Miguel. Mais cedo, esteve em Vila Isabel, na Zona Norte da capital, onde acompanhou a votação do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).
Ruas, afirmou que dedicou a campanha a apresentar uma alternativa à "velha política", marcada por grupos que se revezam no poder há três décadas, e criticou os opositores por priorizarem ataques e ofensas em vez de propostas.
Votou pela manhã no Colégio Zaccaria, no bairro do Catete, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Ele descartou apoiar Eduardo Paes ou Douglas Ruas em um eventual segundo turno, afirmando que "não existe menos bandido" e declarando que não fará parte de uma futura gestão de nenhum dos dois. Esclareceu que ter mencionado a possibilidade de "conversar" com o candidato do PL em uma transmissão ao vivo não significava intenção de voto ou aliança.
Como teve o registro de candidatura indeferido pelo TRE-RJ e aguarda decisão do TSE, seus votos serão contabilizados como "anulados sub judice". Afirmou ter ingressado com novo recurso em Brasília contra a decisão judicial, a qual classificou de ilegal, e reiterou que vai "recorrer até o fim".
Garotinho sustentou que, caso seja o mais votado no primeiro turno com votos sub judice, o artigo 274, parágrafo 3º, do Código Eleitoral exige a convocação de um novo pleito no estado.
Para presidência, ele declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL), por avaliar que ele tem melhor perspectiva para a área de segurança pública, embora tenha criticado tanto Flávio quanto Lula por não enfrentarem o pagamento de juros à elite financeira do país.
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