O Americano e o Goytacaz se juntaram a grandes times do Brasil e à Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) em um protesto contra possíveis mudanças do Governo Federal nas regras das casas de apostas. Em uma nota oficial divulgada na noite desta quinta-feira (17), os dois clubes de Campos dos Goytacazes e equipes de todo o país alertaram que, se o governo proibir certos jogos on-line, muitos times podem ficar sem dinheiro para pagar as contas e até ir à falência.
A reação dos dirigentes do futebol aconteceu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar que pode tomar medidas para fechar o cercado contra o mercado de apostas. O governo prepara uma Medida Provisória (MP) que pode ser publicada nos próximos dias. A intenção é proibir jogos virtuais no estilo cassino, com a justificativa de proteger o orçamento e a renda das famílias mais simples.
Embora a proposta do governo não proíba diretamente as apostas nos jogos de futebol, esses jogos de cassino virtuais são a maior fonte de lucro das empresas de apostas. Se eles forem proibidos, as empresas vão arrecadar muito menos e, como consequência, vão cortar os patrocínios no esporte. Atualmente, as 'bets' pagam mais de R$ 1 bilhão por ano em patrocínios só para os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro.
Para equipes do interior e de divisões de acesso — como é o caso do Americano e do Goytacaz —, esse dinheiro é considerado vital. Os clubes afirmam que, sem os patrocínios dessas empresas, fica difícil até manter o pagamento de funcionários, centros de treinamento, escolinhas de base para jovens atletas e o futebol feminino, que dependem desse apoio financeiro para continuar funcionando.
Além da dupla de Campos e da Ferj, publicaram o manifesto clubes como Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, entre outros times do futebol brasileiro.
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