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Escala 6x1: Sindivarejo defende horas extras flexíveis e alerta para impacto na economia

Vale ressaltar que o comércio e a prestação de serviços representam atualmente cerca de 80% dos 22 milhões


  • Geral
  • 24 de Agosto de 2026 | 10h15 | Por: Catarine Barreto
 Foto: Divulgação
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O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Campos dos Goytacazes (Sindivarejo), o empresário Joilson Barcelos, também defende a inclusão da cláusula que permita a negociação e a flexibilização das horas extras no projeto que prevê mudanças na escala 6x1 e que está para ser votado nos próximos dias pelo Senado Federal.

Joilson acredita no diálogo entre os parlamentares para reavaliar a PEC apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes, considerando as mudanças na economia nacional e a concorrência com os chamados marketplaces, que não são regidos pelas mesmas regras aplicadas ao comércio físico. Segundo ele, o marketplace funciona como uma plataforma virtual que intermedeia as vendas entre quem quer comprar e quem quer vender.

O presidente da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), Leonardo Miguel Severini, também entende que é necessário discutir uma medida alternativa na proposta da escala 6x1 em relação à jornada de trabalho, que, segundo ele, deveria ser mais flexível, como ocorre em outros países, para evitar impactos negativos na economia nacional.

Severini ressalta que estudos técnicos demonstraram que a opinião dos trabalhadores sobre a proposta não está tão favorável quanto no primeiro semestre. Segundo ele, as pesquisas apontam que os próprios colaboradores também poderão ser prejudicados, uma vez que terão de arcar com possíveis aumentos nos custos de serviços que utilizam no dia a dia, como ocorre, por exemplo, com o pagamento dos funcionários dos condomínios onde moram.

Vale ressaltar que o comércio e a prestação de serviços representam atualmente cerca de 80% dos 22 milhões de CNPJs ativos no país. Outro dado destacado é que 9 milhões desses empresários estão inadimplentes, com contas em atraso.

Na avaliação dos representantes do setor, a falta de flexibilidade na negociação das horas extras prevista na proposta poderá ampliar os impactos sobre a economia, que já enfrenta altas taxas de juros, cenário que contribui para a redução de novos investimentos e para o aumento do endividamento das empresas.

Fonte: Ascom

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