Três suspeitos — dois homens e um adolescente — de integrarem uma facção criminosa de São Francisco de Itabapoana (SFI), que vem aterrorizando moradores em uma tentativa de "tomada de território do tráfico" em Campos dos Goytacazes, foram presos neste domingo (19), em Morro do Coco, local que tem sido palco de recentes conflitos e homicídios. VÍDEO AQUI.
De acordo com apuração do jornalismo do NF Notícias junto à Polícia Civil, denúncias encaminhadas à Polícia Militar informavam que homens armados estariam escondidos em uma área de mata na localidade de Areia Branca, em Morro do Coco.
Ao montar o cerco, ainda segundo a Polícia Civil, os policiais militares observaram três homens saindo da área de mata. Ao perceberem a presença da equipe, eles tentaram retornar para o interior da vegetação, mas um deles acabou sendo detido.
Os demais policiais seguiram pela mata em busca dos outros dois suspeitos, conseguindo localizá-los ao seguir as marcas de pegadas deixadas na trilha.
Durante a revista pessoal de um dos presos, os policiais apreenderam, em sua cintura, uma pistola calibre 9 mm, municiada com um carregador alongado contendo 30 munições intactas do mesmo calibre. No bolso da calça, foi localizado um carregador sobressalente com 18 munições intactas calibre 9 mm.
No interior de uma mochila que estava em sua posse, foram encontradas uma sacola contendo 15 munições intactas calibre 9 mm, outra sacola com 11 munições intactas calibre 38, além de cinco "mariolas" e 12 buchas de erva seca com características de maconha, 24 pedras de substância amarelada semelhante a crack, bem como quatro pinos e 13 sacolés contendo pó branco com características de cocaína.
Durante a revista pessoal realizada no adolescente, foi localizado, em sua cintura, um revólver calibre 38, municiado com oito munições intactas do mesmo calibre. Com o terceiro detido, nada de ilícito foi encontrado.
O trio, já conhecido da polícia por envolvimento com o tráfico de drogas em São Francisco de Itabapoana, informou que estava escondido no morro havia vários dias e assumiu a posse das armas apreendidas, afirmando que elas seriam utilizadas na ocupação de território para a facção. O caso foi registrado na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus.
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