A delegada Madeleine Dykeman concluiu, na noite desta quinta-feira (02), o Inquérito Policial que apurou a morte da bebê Rhaylla Beatriz da Silva Nogueira, de apenas dois meses. Após a conclusão de todas as diligências investigativas, oitivas de testemunhas, interrogatórios dos investigados, juntada dos laudos periciais e análise do conjunto probatório, a autoridade policial representou ao Poder Judiciário pela prisão preventiva dos genitores da criança.
A investigação concluiu que Rhaylla foi vítima de violência física extrema, apresentando múltiplas fraturas, incluindo fratura de fêmur, fraturas de costelas e traumatismo cranioencefálico, lesões incompatíveis com qualquer hipótese de acidente doméstico, conforme apontado pelos laudos periciais e corroborado pelos profissionais de saúde que atuaram no atendimento da vítima.
Durante a apuração foram ouvidos médicos, enfermeiros, assistentes sociais, familiares e diversas testemunhas, além dos próprios investigados. A prova técnica produzida pelo Instituto Médico Legal e pelos médicos do Hospital Ferreira Machado demonstrou que a criança foi submetida a sucessivas agressões, que culminaram em sua morte.
Ao término da investigação, a autoridade policial concluiu pela existência de elementos suficientes para o indiciamento da mãe da criança pela prática, em tese, de tortura com resultado morte, em razão da atuação direta nas agressões, e do pai, também indiciado, diante dos elementos que apontam sua responsabilidade penal na condição de garantidor, por ter ciência das agressões sofridas pela filha e deixar de adotar medidas efetivas para impedir a continuidade da violência e proteger a criança.
Com o encerramento do inquérito, foi encaminhada ao Poder Judiciário representação pela decretação da prisão preventiva dos investigados, fundamentada na gravidade concreta dos fatos, na robustez dos elementos probatórios produzidos e na necessidade de resguardar a ordem pública e a aplicação da lei penal.
“Ressalto que esta investigação foi conduzida com absoluto rigor técnico, respeito à prova e compromisso com a verdade. A morte da pequena Rhaylla jamais será reparada, mas a resposta do Estado precisa ser firme, especialmente quando a vítima é uma criança absolutamente indefesa. Agora caberá ao Poder Judiciário e ao Ministério Público dar continuidade à persecução penal, buscando a responsabilização de todos aqueles que contribuíram para essa tragédia.”
Fonte: Polícia Civil
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