Em 2025, o Rio de Janeiro tinha 232 mil pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, correspondendo a uma taxa de analfabetismo de 1,6%, a menor da série histórica iniciada em 2016 e a segunda menor do país. Se analisadas as pessoas de 60 anos ou mais, o estado registrou 4% de taxa de analfabetismo, a menor taxa entre as Unidades da Federação para essa faixa etária. As informações foram reveladas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio do módulo de Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgado nesta sexta-feira (19).
De acordo com o levantamento, a taxa de analfabetismo de pessoas com 15 anos ou mais passou de 2,5% (344 mil), em 2016, para 1,6% (232 mil), em 2025. Essa é a segunda menor do país, atrás apenas de Santa Catarina (1,5%). A média brasileira para esse grupo é de 4,9% (8,4 milhões).
Já a menor taxa de analfabetismo de pessoas com 60 anos ou mais pertence ao Rio de Janeiro. Foram registrados 4% para esse grupo etário, o que representa 140 mil pessoas. Em 2016, eram 197 mil (7,1%). No Brasil, essa taxa é de 13,8% (4,8 milhões). Entre os mais jovens, os percentuais de analfabetismo, em 2025, diminuem gradativamente: 2,4% entre as pessoas com 40 anos ou mais, 1,8% entre aquelas com 25 anos ou mais e 1,7% na população com 18 anos ou mais.
Percentual de pessoas com nível superior completo sobe quase 10 pontos percentuais em nove anos
No Estado, a proporção de pessoas com 25 anos ou mais de idade com nível superior completo subiu de 17,8% para 27,3%, entre 2016 e 2025, e alcançou o nível mais alto da série histórica, bem como o segundo mais elevado do país. Há uma diferença neste indicador entre as pessoas brancas (38,6%) e pretas ou pardas (17,8%). Em 2016, eram 27,8% (brancos) e 8,9% (pretos ou pardos).
Com 28,1%, as mulheres com 25 anos ou mais de idade no Rio são as que mais concluem o ensino superior. Para os homens, esse valor fica em 26,4%. Em 2016, eram 18,1% para elas e 17,4% para eles.
Média de anos de estudo é de 11,4 anos no Rio, segunda maior do país
A média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade chegou a 11,4 anos no Rio de Janeiro, a segunda maior do país. Em 2024, essa média era de 11,2 anos e, em 2016, de 10,1 anos. Os dados do ano passado não trouxeram diferença na escolaridade média entre homens e mulheres, mas no recorte por cor ou raça, o indicador foi de 12,3 anos para as pessoas brancas e de 10,6 anos para pretos e pardos.
No Rio de Janeiro, a proporção de pessoas de 25 anos ou mais de idade que terminaram a educação básica obrigatória, ou seja, concluíram o ensino médio ou níveis mais altos, atingiu 67,2% em 2025. Esse também é o maior percentual da série iniciada em 2016, quando era de 53,9%. No ano passado, para a população preta ou parda, esse indicador foi de 60,4%, enquanto que para os brancos foi de 75,5%.
No estado, taxa de escolarização de jovens de 15 a 17 anos atinge 95,4%
Na faixa etária de 6 a 14 anos de idade, a escolarização atingiu 99,7%. Em 2016, era 99,1%. Já entre os jovens de 15 a 17 anos, a taxa foi de 95,4%. Em 2016, o valor era de 89,5%. Nos grupos de 18 a 24 anos e 25 anos ou mais, os percentuais de escolarização foram de 38,2% e 6,3%, respectivamente. Em 2016, eles eram, sequencialmente, 35,5% e 3,2%.
Além disso, 96,3% das crianças de 6 a 14 anos cursavam o ensino fundamental, etapa escolar ideal para essa faixa etária. Em 2019, era de 96,4%, passou para 93,8%, em 2022, e chegou a 94,1%, em 2024.
Já para os jovens de 15 a 17 anos, 81% estavam na etapa escolar ideal em 2025, um aumento de 17,6 pontos percentuais em relação a 2016. Nessa faixa etária, as mulheres (82,9%) possuem maiores taxas de ajuste ao ano letivo apropriado a idade contra 79,3% dos homens.
17,5% das pessoas entre 15 a 29 anos não estudavam, nem trabalhavam no Rio
Em 2025, entre as pessoas de 15 a 29 anos de idade no estado, 17,5% (600 mil) não estavam ocupadas, nem estudavam ou se qualificavam. Em 2024, esse percentual era de 18% (617 mil) e, em 2019, de 23,7% (874 mil). A média nacional também foi de 17,5%.
Entre as mulheres, 22,9% não estavam ocupadas, nem estudando ou se qualificando e, entre os homens, esse percentual foi de 12,2%. Com relação à cor ou raça, o percentual de pessoas pretas ou pardas que não estudavam, não se qualificavam e não estavam ocupadas era de 19,4%. Já o de pessoas brancas na mesma condição foi de 14,8%.
A proporção dessa faixa etária que trabalhava e estudava passou de 11,7% (430 mil), em 2019, para 15,6% (534 mil), em 2025. Já o grupo dos que trabalhavam e não estudavam ficou estável em aproximadamente 1,2 milhão de pessoas, passando de 33,6%, em 2019, para 36,2%, em 2025.
Sobre a pesquisa
Além das informações conjunturais sobre o mercado de trabalho, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua investiga, anualmente, temas estruturais relevantes para a compreensão da realidade brasileira. No módulo sobre Educação, esta pesquisa analisa o analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, o nível de instrução e número médio de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais, a taxa de escolarização e as taxas ajustadas de frequência escolar líquida, além da condição de estudo e situação na ocupação das pessoas com 15 a 29 anos de idade, entre outros indicadores.
Fonte: Superintendência Estadual do IBGE no Rio de Janeiro
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