Na noite desta quinta-feira (11), a Associação Comercial, Industrial e de Campos dos Goytacazes (ACIC) sediou o evento "Conexões ACIC", que contou com a presença do senador da República Carlos Portinho (PL-RJ). Realizado no auditório da entidade, no Centro da cidade, o encontro reuniu empresários, lideranças políticas e o setor produtivo local para debater temas de relevância a nível nacional, como a PEC da redução da jornada de trabalho, o teto do Simples Nacional e MEI, e o desenvolvimento regional.
O repórter Lucas Arantes, do NF Notícias, acompanhou a agenda e conversou com exclusividade com o parlamentar sobre o encontro com os empresários na ACIC e o cenário político para as próximas eleições.
Com forte atuação na região através da destinação de emendas parlamentares, Portinho brincou durante o evento sobre sua presença constante nos municípios, questionado se atuava como senador ou vereador. Ao NF Notícias, o senador confirmou que buscará a reeleição e destacou o apoio expressivo que vem recebendo no interior do estado.
"Sem dúvida, disputarei a reeleição. Esse apoio que eu venho recebendo a partir da manifestação espontânea dos prefeitos e de Wladimir Garotinho, que eu digo que puxou a fila, já são mais de 32 prefeitos de diversas regiões do nosso estado manifestando apoio à minha pré-candidatura ao Senado Federal", declarou Portinho.
Atualmente, o senador disputa internamente a indicação da vaga única do PL com os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante. Portinho reafirmou seu compromisso com o Norte e Noroeste Fluminense, região que apelidou de "Eldorado" fluminense –"Acredito no potencial e nos ativos do nosso interior. Essa região é para onde o Estado do Rio vai crescer. Aqui a gente tem o Porto do Açu, o agro forte, a bacia de petróleo importante e belezas turísticas naturais".
O parlamentar também enfatizou sua luta em Brasília por pautas regionais essenciais, como o projeto que visa incluir o Norte do estado na área do Semiárido, trazendo incentivos para o agronegócio, além do livre acesso que vereadores e prefeitos possuem ao seu gabinete.
Durante o encontro com a classe empresarial na ACIC, o tema central foi o impacto das propostas em tramitação no Congresso, com destaque para a discussão em torno da escala de trabalho. Carlos Portinho criticou o tom atual do debate, classificando-o como "raso" e puramente eleitoral, alertando para possíveis impactos negativos tanto para empregadores quanto para os próprios trabalhadores.
"Não podemos cair mais uma vez no conto da picanha. Não é o momento adequado, momento eleitoral. O governo teve quatro anos para se quisesse, endereçar essa discussão de forma profunda. O Senado agora se dispõe a debater. Isso não é um 'Fla-Flu', não é ser a favor ou contra", pontuou o senador.
Para o senador, o cenários onde a redução drástica da jornada sem uma análise setorial detalhada poderia prejudicar a renda, como no caso de profissionais que dependem de gorjetas e produtividade, como garçons, ou gerar desemprego e fuga de mão de obra para o exterior em setores de logística e aviação comercial.
"O que vai acontecer é que pode ter uma substituição de mão de obra mais barata. A associação dos caminhoneiros também já se manifestou sobre a dificuldade de reposição. Não é na caneta que se mexe", afirmou. O senador defendeu que a flexibilização de jornadas, o trabalho remoto e o uso da tecnologia já vêm sendo aplicados com sucesso por meio de negociações coletivas e individuais diretamente entre patrões e empregados, sem a necessidade de intervenções impositivas que possam inflacionar a economia.
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