O que deveria ser um corredor logístico estratégico e sinônimo de desenvolvimento para a região Norte Fluminense transformou-se em um monumento ao desperdício do dinheiro público e ao desrespeito com a população. A equipe de reportagem do NF Notícias percorreu o trecho da RJ-238, popularmente conhecida como Estrada dos Ceramistas, entre o trevo da Estrada do Carvão e o trevo da RJ-216, e constatou que os trabalhos estão, mais uma vez, completamente paralisados.
A rodovia vive uma verdadeira "novela" de promessas não cumpridas. Iniciada com grande expectativa, a via foi interditada totalmente para as obras em novembro de 2023. Pouco tempo depois, os serviços foram interrompidos sob a justificativa de readequação de projeto. Após meses de abandono e muita cobrança, a intervenção chegou a ser retomada em agosto de 2024. Hoje, o cenário é de total abandono, com muitos buracos e poeira.
Para quem depende da rodovia, o dia a dia é um teste de paciência e prejuízo. Imagens registradas pela nossa equipe mostram veículos longos e pesados, enfrentando dificuldades para transitar pela rodovia. A pista, sem qualquer pavimentação adequada ou manutenção básica, transformou-se em uma estrada de terra batida repleta de ondulações e buracos, forçando caminhoneiros a trafegarem em baixa velocidade para evitar danos nos veículos e acidentes.
A paralisação da RJ-238 compromete o escoamento da produção de telhas e tijolos das tradicionais cerâmicas da Baixada Campista e o tráfego pesado que se destina ao Porto do Açu, em São João da Barra. Com a rota bloqueada pelas condições precárias, o reflexo tem sido sentido também no perímetro urbano de Campos, que sofre com o desgaste precoce, principalmente na avenida Alberto Lamego e Arthur Bernardes, devido ao desvio forçado dessas carretas.
O NF Notícias entrou em contato com o Governo do Estado do Rio de Janeiro e com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) cobrando esclarecimentos sobre os motivos de mais essa paralisação e um prazo definitivo para a conclusão dos trabalhos. No entanto, até a publicação desta matéria, não houve nenhum retorno por parte dos órgãos oficiais.
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