Na última semana, durante sessão ordinária na Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes, o vereador Leon Gomes (PDT) chamou atenção ao fazer um desabafo sobre a postura do ex-prefeito Wladimir Garotinho em relação à sua pré-candidatura a deputado federal — cargo que ambos pretendem disputar nas eleições deste ano. Em entrevista ao NF Notícias nesta terça-feira (09), o parlamentar explicou o tom adotado no plenário.
Leon destacou que seu pronunciamento serviu para mostrar posicionamento, caráter e conduta, e não para buscar repercussão. Ele frisou que lealdade não deve ser confundida com submissão.
"Minha posição não foi para ter repercussão, foi justamente para mostrar o meu posicionamento, o meu caráter e a minha conduta. O objetivo foi deixar bem claro para todos os envolvidos que a lealdade não está ligada a uma escravidão. Eu não me arrependo... devo me arrepender daquilo que fiz errado, e eu não fiz nada de errado. Fui de acordo com as minhas posições e com o que eu acreditava. Fico muito tranquilo quanto a isso", afirmou o vereador.
O parlamentar também comentou sobre a recente exoneração de pessoas ligadas ao seu grupo político, demonstrando preocupação com o atendimento aos munícipes.
"Eu acho que a exoneração é um direito do gestor. Não questiono isso em hipótese alguma. Sempre digo que as pessoas entram em um emprego sabendo que, em algum momento, podem sair, inclusive no poder público. O que questiono é a forma como é feito. Acho que deveria haver uma transição. Quando você apenas retira e não repõe, isso nos preocupa muito. Meu questionamento é sobre a descontinuidade do atendimento, e lamento também pela perda de pessoas competentes", justificou.
Questionado sobre como será sua postura na Casa de Leis a partir de agora, se fará oposição à gestão municipal ou se adotará uma linha independente, Leon garantiu que manterá a coerência.
"Eu vou ser o que sempre fui. Não vou ser oposição por ser oposição. Eu acredito na gestão... preciso acreditar. Estou aqui para contribuir. Se eu for contra apenas por ser contra, as pautas que defendo vão ficar paralisadas. Então, aquilo que for para o bom andamento da cidade, como as pautas da inclusão, o governo pode continuar contando comigo. Mas irei pontuar as coisas que não concordo, nunca com o objetivo de ver o governo dar errado. Não sou base, não sou oposição: sou independente. Vou continuar sendo uma pessoa coerente nos meus votos e nas minhas ações na Câmara", finalizou.
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