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“O traidor é você”: Vereadores rompem com Wladimir e denunciam perseguição

Com discursos firmes, os parlamentares criticaram a postura do ex-prefeito Wladimir Garotinho


  • Política
  • 03 de Junho de 2026 | 20h04 | Por: Lucas Arantes
 Foto: Reprodução / TV Câmara
Foto: Reprodução / TV Câmara

Os vereadores Marquinho do Transporte (DC) e Leon Gomes (PDT) usaram a tribuna durante a sessão ordinária desta quarta-feira (3), na Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes (RJ), para sustentar suas pré-candidaturas a deputado estadual e federal, respectivamente. Com discursos firmes, os parlamentares criticaram a postura do ex-prefeito Wladimir Garotinho (PL), que também é pré-candidato a federal e afirma que, o grupo da base do governo já possui dois pré-candidatos à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) - Bruno Dauaire (União Brasil) e Thiago Virgílio (Podemos).

O primeiro a falar foi Marquinho. O vereador destacou que, desde que confidenciou a Wladimir o desejo de ser pré-candidato a deputado estadual, passou a sofrer perseguições, inclusive sendo impedido de ingressar em determinados partidos.

“Eu estava com as malas prontas para ir para o PDT. Mas, recebi um telefonema do ex-prefeito Wladimir falando para eu escolher outro partido menos o PDT e me filiei ao DC. Depois disso começou a perseguição contra a minha pessoa. Nos bastidores, o ex-prefeito falava que eu não era o candidato do grupo. Ontem, houve uma reunião de que se os vereadores da base não ficassem com os candidatos do grupo, estariam fora do governo, e todos do meu grupo foram exonerados dos respectivos cargos”, disse Marquinho do Transporte.

Já Leon destacou que havia um acordo desde 2022 para que ele se candidatasse a deputado federal. O vereador anunciou sua saída da base governista e chamou o ex-prefeito Wladimir de traidor.

“Passamos pelos piores momentos dentro dessa casa. Quando a oposição virou maioria, quem estava segurando rojão na Mesa Diretora era eu. Mas quando convém, eu fui de grupo. O grupo muito das vezes tem que falar benção, mas não vou passar a mão onde não houve gratidão comigo. Não é sobre grupo que estamos discutindo aqui... grupo foi o que eu fui. Foi gente na porta da minha casa ameaçar a minha esposa enquanto eu estava aqui na sessão. O mal que Wladimir está tentando contra mim, vai se converter em bem. O traidor aqui não é Leon, o traidor é você (Wladimir)”, disparou Leon.

Em tom pacificador, o presidente da Câmara, Fred Rangel (PP), destacou que respeita a postura dos colegas. No entanto, deixou claro que, em sua visão, a hierarquia do grupo político deveria ser respeitada.

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