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"Feminicídio não começa no dia da morte", alerta delegada após crime bárbaro em Campos

O caso foi registrado nesta terça, onde Ruan Henrique matou a ex a facadas e tirou a própria vida


  • Geral
  • 02 de Junho de 2026 | 17h01 | Por: Catarine Barreto
 Foto: Lucas Arantes/ NF Notícias
Foto: Lucas Arantes/ NF Notícias

A delegada adjunta da 134ª Delegacia de Polícia (Centro), Madeleine Dykeman, realizou uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (2) para falar sobre o caso de feminicídio seguido de suicídio, registrado na manhã de hoje no Parque Califórnia, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Vídeo AQUI

De acordo com a delegada, a investigação aponta que o crime foi premeditado por Ruan Henrique Oliveira de Souza, de 29 anos, contra a ex-companheira Camile Barbosa Duarte Antunes, de 30 anos.

“Nós verificamos que ele tinha uma lesão no joelho e, em conversa preliminar com o perito que esteve no local, constatamos que a vítima foi surpreendida na cama, ou seja, não houve nenhum tipo de briga. A lesão no joelho pode ter sido causada por ele mesmo durante os golpes que desferiu contra a vítima”, disse Madeleine.

A delegada destacou que vídeos obtidos pela Polícia Civil mostram que, após matar a ex-companheira — com quem manteve um relacionamento de 15 anos e teve dois filhos gêmeos —, o agressor demonstrou frieza ao sair da casa e buscar algo no carro, possivelmente a corda utilizada para cometer o suicídio.

"Em fevereiro, ele havia dado uma surra nela, deixando o olho da vítima roxo. Há duas semanas, ele a ameaçou com uma arma, dizendo que ia matá-la e depois se matar. Nenhum desses crimes foi registrado por ela na delegacia”, alertou a delegada, que reforçou o apelo para que as mulheres denunciem os agressores.

“Estamos diante de mais um crime bárbaro contra a mulher, no qual ela já temia pela vida. Queria deixar um recado destacando que o feminicídio não começa no dia da morte. Ele começa no ciúme excessivo, no controle econômico e emocional. Por medo, essa mulher muitas vezes prefere o silêncio. É necessário que as vítimas denunciem”, concluiu a delegada.

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