A delegada adjunta da 134ª Delegacia de Polícia (Centro), Madeleine Dykeman, realizou uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (2) para falar sobre o caso de feminicídio seguido de suicídio, registrado na manhã de hoje no Parque Califórnia, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Vídeo AQUI
“Nós verificamos que ele tinha uma lesão no joelho e, em conversa preliminar com o perito que esteve no local, constatamos que a vítima foi surpreendida na cama, ou seja, não houve nenhum tipo de briga. A lesão no joelho pode ter sido causada por ele mesmo durante os golpes que desferiu contra a vítima”, disse Madeleine.
A delegada destacou que vídeos obtidos pela Polícia Civil mostram que, após matar a ex-companheira — com quem manteve um relacionamento de 15 anos e teve dois filhos gêmeos —, o agressor demonstrou frieza ao sair da casa e buscar algo no carro, possivelmente a corda utilizada para cometer o suicídio.
"Em fevereiro, ele havia dado uma surra nela, deixando o olho da vítima roxo. Há duas semanas, ele a ameaçou com uma arma, dizendo que ia matá-la e depois se matar. Nenhum desses crimes foi registrado por ela na delegacia”, alertou a delegada, que reforçou o apelo para que as mulheres denunciem os agressores.
“Estamos diante de mais um crime bárbaro contra a mulher, no qual ela já temia pela vida. Queria deixar um recado destacando que o feminicídio não começa no dia da morte. Ele começa no ciúme excessivo, no controle econômico e emocional. Por medo, essa mulher muitas vezes prefere o silêncio. É necessário que as vítimas denunciem”, concluiu a delegada.
Seja o Primeiro a Comentar
Comentar