A Polícia Federal encontrou, no celular do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), o vídeo de uma mala contendo R$ 500 mil em espécie. Segundo as investigações, a quantia seria parte de um suposto repasse de R$ 2,9 milhões feito pelo ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), para abastecer um esquema de caixa 2 nas eleições municipais de 2024, em Campos dos Goytacazes. As informações foram divulgadas pelo g1, do Grupo Globo.
O montante, de acordo com a PF, tinha como objetivo financiar a campanha de Thamires Rangel (filha de Thiago) e de outros candidatos a vereador aliados ao grupo político, visando expandir a influência de Bacellar no Norte Fluminense.
Thiago Rangel foi preso no início do mês em uma operação que apura o desvio de verbas públicas em reformas de escolas estaduais. A suspeita é de que Bacellar operasse o esquema, beneficiando deputados aliados por meio de fraudes e superfaturamento em licitações da Educação — irregularidades que já haviam sido denunciadas pelo RJ2 no começo do ano. A PF também apreendeu áudios e mensagens de Luís Fernando Passos de Souza, apontado como o operador financeiro do deputado preso, que reforçam o destino ilícito do dinheiro.
Nas redes sociais, a vereadora Thamires Rangel divulgou uma nota informando que “não foi solicitado, recebido ou repassado qualquer valor vindo do ex-deputado Rodrigo Bacellar para financiamento da campanha eleitoral de 2024” e afirmou que todas as doações foram registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.
A defesa de Thiago Rangel reafirmou a inocência do deputado e declarou que ele “nunca teve operador financeiro ou recebeu repasse ilícito de Rodrigo Bacellar ou de quem quer que seja”. Segundo os advogados, as acusações serão desmentidas no processo.
Ao g1, a defesa de Rodrigo Bacellar afirmou que “não há a voz ou o nome dele em nada” e declarou que o ex-presidente da Alerj “não é alvo dessa operação e não tem qualquer relação ou conhecimento dos fatos mencionados”.
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