ZAP HOME

Dia do Rap Goytacá reforça a existência e a resistência da cultura Hip-Hop em Campos

Evento no próximo fim de semana terá apresentações de DJs e MCs, breaking, batalha de rimas, live painting e oficina de graffiti, best tricks de skate e BMX


  • Geral
  • 12 de Maio de 2026 | 16h24 | Por: Lucas Arantes
 Foto: Maylon Amorim/MCR
Foto: Maylon Amorim/MCR

Em resposta a um modelo hegemônico de segregação socioeconômica, cultural e espacial, integrantes da cultura Hip-Hop fizeram da Quadra Hugo Oliveira Saldanha um dos seus lugares de resistência em Campos. Sob o viaduto da Ponte Leonel Brizola, no Centro da cidade, há mais de 10 anos ocorrem batalhas promovidas pela Manifestação Cultural de Rimas (MCR), dando vez e voz a jovens que buscam espaço para se expressar artisticamente. Não à toa, esse foi o local escolhido para sediar o evento Dia do Rap Goytacá: Expressões Urbanas, no próximo fim de semana (16 e 17), englobando atividades ligadas ao rap, ao breakdancing, ao graffiti e aos esportes urbanos. A realização conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio do Ministério da Cultura, da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima e do Fundo Municipal de Cultura de Campos. Entrada gratuita.

De acordo com a gestora do evento, Carla Ribeiro, um dos principais objetivos é fortalecer a cena local e criar oportunidades para artistas da cidade ocuparem espaços de destaque. Daí a necessidade de dividir o "Dia do Rap" em dois dias, possibilitando uma programação robusta e diversificada. No sábado (16), a partir das 16h, haverá apresentações de quatro DJs e cinco rappers, além de performance de breaking, uma batalha de rimas e live painting com graffiti durante todo o evento. O domingo (17) ficou reservado a competições de manobras em skate e BMX, a partir das 14h, como também a uma oficina de graffiti. O evento engloba ainda uma feira criativa.

— O Dia do Rap Goytacá nasceu da necessidade de valorizar os artistas locais e criar um palco para que eles possam mostrar seu trabalho. A ideia é fortalecer a cena hip-hop de Campos e promover um encontro entre diferentes manifestações no palco da cultura urbana local: o Viaduto — afirma Carla Ribeiro.

Para a montagem da programação, houve etapas de chamamento público e votação popular, que resultaram nos convites aos rappers Ancorano e Tchuco, bem como ao grupo de danças urbanas Move Dance. Os DJs Jason, Cunha e Selecta Dimina (Mina Simone e Nana Clara), e os MCs Sativa'Mente, Isadora Gavião e Zabú foram escalados pela curadoria do evento, completando a line-up musical. A batalha de rimas será formada pelos vencedores de seletivas realizadas em batalhas tradicionais da cidade, além de dois participantes sorteados no dia, com prioridade a mulheres e pessoas LGBTQIAPN+. O live painting com graffiti ficará sob responsabilidade de Kane KS, que assina a identidade visual do Dia do Rap Goytacá, e Andinho IDE!, precursor da cena do graffiti em Campos. Já a oficina de graffiti ficará a cargo do artista Zack. Para as competições de skate e BMX, as inscrições vão ocorrer na hora do evento.

— Mais do que promover as apresentações, o projeto tem o compromisso de fortalecer quem já constrói essa cultura na cidade há anos. Queremos gerar visibilidade para artistas, incentivar novos talentos e mostrar que o hip-hop tem potência, público e história em Campos — enfatiza Isadora Queiroz, membro do coletivo MCR e responsável pela gestão de mídia do evento. A apresentação será dos mestres de cerimônias Nose, apresentador da MCR, e PH, liderança do coletivo há anos.

 

Como contrapartida social ao patrocínio da Política Nacional Aldir Blanc, uma oficina de batalhas de rimas foi realizada na Escola Municipal Marechal Artur da Costa e Silva, no Parque Calabouço. A ação ocorreu no dia 5 de maio, em parceria com o projeto de extensão EducaFlow, coordenado por Carla Ribeiro, também pesquisadora da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), com apoio do Mais Ciência, da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).

— Com essa oficina, buscamos inserir a cultura hip-hop no ambiente escolar como ferramenta de educação não formal, promovendo a troca de saberes, o protagonismo juvenil e o fortalecimento da identidade cultural — detalha Carla Ribeiro. — A proposta é criar um espaço de aprendizagem, expressão artística e desenvolvimento do pensamento crítico por meio da rima, valorizando a cultura urbana e o seu potencial transformador na vida de crianças e jovens — finaliza.

 

Line-Up completa

 

Sábado (16):

16h – DJ Jason

18h – DJ Cunha

19h – Ancorano

19h30 – Tchuco

20h – 1ª Fase da Batalha de Rimas

20h30 - Sativa'Mente e breaking com o grupo Move Dance

21h – 2ª Fase da Batalha de Rimas

21h30 – Isadora Gavião e final da Batalha de Rimas

22h30 – Zabú

23h – Selecta Dimina (Mina Simone e Nana Clara)

Durante todo o evento - Live painting com graffiti

 

Domingo (17):

14h – Best trick BMX

15h – Oficina de graffiti com Zack

16h – Best trick skate

18h – Anúncio e a premiação das melhores manobras

 

Fonte: Ascom

Seja o Primeiro a Comentar

Comentar

Campos Obrigatórios. *