Em decisão nesta quarta-feira (06), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a manutenção da prisão preventiva do deputado estadual Thiago Rangel (Avante). Além disso, a medida deve seguir sem precisar da autorização de outros deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A informação foi publicada pelo jornalista Octavio Guedes, da Globonews.
O apontamento de Moraes no despacho ocorre depois de a Alerj ter derrubado a prisão do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (PL), em dezembro do ano passado. Na época, ele foi preso na Operação Unha e Carne, suspeito de vazar dados sobre a operação que investigava o também deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias.
A Polícia Federal deflagrou, nessa terça-feira (05), a quarta fase da Operação Unha e Carne, com o objetivo de desarticular uma suposta organização criminosa voltada para a prática de fraudes em procedimentos de compra de materiais e aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro. O deputado Thiago Rangel está entre os presos. Alvos de busca e apreensão também foram realizados no Parque Pecuária e Novo Mundo, em Guarus.
Policiais federais cumprem 7 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes/RJ, Miracema/RJ e Bom Jesus do Itabapoana/RJ. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.
As apurações revelaram um possível esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e vinculadas à organização criminosa investigada.
Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam surgir no decorrer da investigação.
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