Ao autorizar a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou mensagens interceptadas pela Polícia Federal que mencionam atos de violência e intimidação. Os diálogos, obtidos pela Polícia Federal, revelam planos de ataques a críticos do parlamentar. A prisão do parlamentar foi autorizada por Moraes na nova fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (05). As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.
Em um dos trechos de 2022, Rangel afirma a um aliado que daria um "jeito" em um desafeto: "depois de 12 tiros no portão o recado está dado". Outras conversas interceptadas detalham estratégias de coação, como o plano de "dar tiro no carro" de uma vítima para forçar seu afastamento de cargos de interesse do grupo.
A PF aponta que as expressões utilizadas, como "arrancar a cabeça" e "orquestrar ações", demonstram o alto grau de periculosidade e organização do grupo. Para o ministro Moraes, o material é uma evidência clara do uso da violência como instrumento de atuação política e pessoal.
A defesa do deputado Thiago Rangel recebeu com surpresa a notícia da operação realizada na data de hoje.
Neste momento, está se inteirando dos fatos, do teor da investigação e das medidas eventualmente determinadas, reafirmando desde logo a plena confiança nas instituições e no devido processo legal.
O deputado nega a prática de quaisquer ilícitos e prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação, local próprio para a apuração dos fatos.
A defesa ressalta, por fim, que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida.
Seja o Primeiro a Comentar
Comentar