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Polícia cumpre mandado de prisão temporária e suspeito de matar adolescente segue preso

O investigado havia sido preso em flagrante na sexta-feira (27), na segunda fase da Operação Luz na Estrada


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  • 02 de Março de 2026 | 14h46 | Por: Lucas Arantes
 Foto: Reprodução/ Arte NF Notícias
Foto: Reprodução/ Arte NF Notícias

A 122ª Delegacia de Polícia de Conceição de Macabu cumpriu, neste domingo (1º), mandado de prisão temporária contra o empresário Hudson Schelles Meireles, de 38 anos, durante audiência de custódia realizada em Campos dos Goytacazes, garantindo a manutenção da prisão do investigado pelo homicídio do adolescente Lorran Cristo, de 13 anos, ocorrido na RJ-182.

O investigado havia sido preso em flagrante na sexta-feira (27), na segunda fase da Operação Luz na Estrada, por porte ilegal de arma de fogo, após diligências que apontaram possível ocultação de uma segunda arma que pode ter sido utilizada no crime.

Segundo o delegado titular da 122ª DP, Dr. Ruchester Marreiros, a prisão temporária foi representada no sábado (28), após o avanço das investigações e a consolidação de novos elementos probatórios.

“Nós representamos pela prisão temporária assim que reunimos os elementos necessários. A medida foi deferida no mesmo dia. Sabíamos que ele passaria por audiência de custódia e, por isso, nos deslocamos até Campos para cumprir imediatamente o mandado”, afirmou o delegado.

Durante a audiência referente ao flagrante por porte ilegal, foi concedida liberdade provisória. No entanto, no momento em que deixaria a custódia, o investigado recebeu voz de prisão pelo mandado de prisão temporária já expedido.

“Estávamos no local para garantir o cumprimento da decisão judicial. Assim que foi concedida a liberdade provisória em relação ao flagrante, demos voz de prisão pelo mandado temporário. Ele assinou a ciência da nova ordem judicial e permaneceu preso”, explicou.

Ainda no domingo, o empresário foi submetido a nova audiência de custódia, desta vez em razão da prisão temporária, permanecendo detido.

A investigação teve início após a morte do adolescente Lorran Cristo, de 13 anos, baleado na RJ-182. Durante as diligências, a equipe identificou contradições relevantes no interrogatório do investigado, especialmente quanto à existência de uma segunda arma registrada em seu nome.

O armamento não foi localizado, e a Polícia Civil apura possível ocultação para frustrar a persecução penal.

“Há fundada suspeita de que esta segunda arma seja, em tese, a provável utilizada no homicídio. Seguimos trabalhando com base em provas técnicas e perícias para elucidar completamente o caso”, concluiu o delegado. A 122ª DP informa que o inquérito segue em andamento.

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