O prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho, subiu o tom nesta sexta-feira (13) ao comentar a decisão judicial que suspendeu o concurso público da Educação. O certame, que prevê cerca de mil vagas imediatas, foi paralisado por uma liminar da 3ª Vara Cível da cidade após ação movida pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro.
A suspensão foca exclusivamente no sistema de reserva de vagas. Enquanto a Prefeitura estabeleceu 10% das vagas para negros, indígenas e quilombolas, a Defensoria Pública argumenta que o índice é insuficiente diante da realidade demográfica de Campos — que abriga uma das maiores populações quilombolas do estado.
O órgão defensor recomenda que o percentual seja ampliado para 20% ou 30%, alinhando-se a parâmetros da legislação federal.
Em pronunciamento, feito através das redes sociais, Wladimir classificou a decisão como "equivocada" e defendeu o pioneirismo da atual gestão na pauta afirmativa.
"Vale lembrar que esse é o primeiro concurso da história da cidade a possuir percentual destinado a negros, indígenas e quilombolas, conforme lei encaminhada pelo Executivo e aprovada na Câmara. A prefeitura vai seguir recorrendo da decisão, mas os prazos do tão esperado e sonhado concurso terão que ser remarcados e/ou adiados", destacou o prefeito.
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