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Ministério Público obtém a prisão de criminosos por esquema de extorsão contra motoristas de vans e táxis

As diligências estão sendo cumpridas pela Polícia Civil nos municípios de São Francisco de Itabapoana e Campos dos Goytacazes, nesta quinta-feira


  • Geral
  • 12 de Fevereiro de 2026 | 16h38 | Por: Lucas Arantes
 Foto: Arquivo/ NF Notícias
Foto: Arquivo/ NF Notícias

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou à Justiça sete pessoas por operar um esquema de extorsão contra motoristas de vans e táxis na cidade de São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense. Todos os denunciados vão responder pelos crimes de associação criminosa e extorsão. A denúncia foi recebida pelo Juízo da Vara de São Francisco de Itabapoana, que atendeu ao pedido do MP e expediu seis mandados de prisão e quatro de busca e apreensão. As diligências estão sendo cumpridas pela Polícia Civil nos municípios de São Francisco de Itabapoana e Campos dos Goytacazes, nesta quinta-feira (12/02).

A denúncia descreve que a implantação do esquema de arrecadação ilegal é reflexo da expansão da facção criminosa ADA (Amigos dos Amigos) na cidade. Criminosos vinculados à facção passaram a impor, ao menos desde 2022, o pagamento semanal como condição para que motoristas de transportes alternativos e até taxistas pudessem trabalhar livremente na Praça Central da cidade, sob ameaça de represálias. As apurações indicam intimidações constantes e ocorrências de punições violentas em alguns casos de desobediência.

Segundo as investigações, as ordens eram repassadas de dentro do sistema prisional para gerentes externos e executadas por "cobradores" identificados em diferentes inquéritos. Mesmo encarcerado há mais de dez anos, o denunciado Julio Cezar Coutinho de Souza, conhecido como Buldogue, é apontado como líder do esquema criminoso. Já Thassio Silva Vieira, também preso, seria responsável por receber e transmitir as ordens de extorsão.

Na denúncia, o GAECO/MPRJ destaca que a violência do grupo criminoso passou a se intensificar a partir de 2025, quando as ameaças deixaram de ser apenas verbais. Descreve dois casos em que veículos foram alvo de roubo e de disparos de armas de fogo como forma de punição a motoristas resistentes a pagar os valores exigidos.

Por: MPRJ

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