A política campista já movimenta os bastidores com vistas às eleições deste ano para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O cenário na planície goytacá desenha uma disputa acirrada, marcada pela divisão entre a base de apoio ao atual prefeito, Wladimir Garotinho, e o forte grupo de oposição liderado pela Família Bacellar. O histórico de rivalidade entre esses dois núcleos promete intensificar novamente a busca por votos na região.
O prefeito Wladimir Garotinho trabalha para consolidar sua base na Alerj. A aposta principal recai sobre o seu amigo de infância, Bruno Dauaire. Atual secretário estadual, Dauaire busca a reeleição e tem marcado presença constante ao lado de Wladimir em inaugurações de obras e atos públicos na cidade, fortalecendo sua imagem junto à máquina administrativa municipal.
Do outro lado, o grupo liderado pela Família Bacellar aposta no nome do vereador Marquinho Bacellar. Conhecido por sua postura firme, combativa e de oposição contundente ao governo de Wladimir na Câmara Municipal, Marquinho tenta conquistar uma vaga na Alerj pela primeira vez.
O desafio da pré-campanha é mitigar possíveis desgastes eleitorais devido a fatos envolvendo seu irmão, o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. Em dezembro de 2025, Rodrigo foi alvo da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, sob suspeita de vazar informações sigilosas de investigações.
A disputa inclui ainda a busca pela manutenção de cadeiras por nomes que já ocupam o parlamento estadual. A ex-prefeita de São João da Barra, Carla Machado, que possui votação expressiva em Campos, busca garantir sua reeleição.
Outro nome que busca permanecer na Alerj é o deputado Thiago Rangel. Sua ascensão política foi meteórica: eleito vereador em 2020, chegou à Alerj dois anos depois. No entanto, sua trajetória rápida trouxe atenção negativa, tornando-o alvo de investigações da Polícia Federal (“Postos de Midas”) por suspeitas de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, o nome da operação faz referência ao crescimento exponencial do patrimônio que vem sendo explorado por opositores.
Com o discurso de renovação diante dos escândalos que desgastaram a imagem da Alerj, novos nomes surgem. Os vereadores Marquinho do Transporte e Kassiano Tavares — este último o mais votado na última eleição municipal — ventilam seus nomes como opções de "cara nova".
O cenário conta também com o retorno do ex-vereador Thiago Virgílio a uma disputa política. Ele recentemente recuperou seus direitos políticos após condenação na Operação Chequinho, que investigou um esquema de troca de votos pelo programa social Cheque Cidadão durante o governo de Rosinha Garotinho.
Outra figura que busca consolidar um espaço na Alerj é o vereador Maicon Cruz. Com base em São João da Barra, mas atuante em Campos, ele confirmou sua pré-candidatura e busca alianças, tendo recebido apoio público do vice-presidente do PT, Washington Quaquá, em sua rede social na última semana.
Por fim, o páreo político pode contar com mais uma força feminina, o nome da professora Natália Soares (PSOL), ex-candidata à prefeitura em 2020, volta aos bastidores. Quando obteve uma votação bastante expressiva, como candidata de primeira viagem e por pouco na eleição seguinte não assumiu uma cadeira no legislativo campista.
E você, leitor? O que acha desses nomes ventilados para representar Campos na Alerj? Deixe a sua opinião nos comentários abaixo.
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