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Família é denunciada por comandar esquema de golpes virtuais e lavagem de dinheiro, em Campos

Para dificultar o rastreamento da origem dos valores obtidos, os denunciados fracionavam as transações


  • Geral
  • 12 de Janeiro de 2026 | 12h07 | Por: Catarine Barreto
 Foto: Arquivo/ NF Notícias
Foto: Arquivo/ NF Notícias

O Núcleo de Combate a Crimes Cibernéticos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CyberGAECO/MPRJ) denunciou 12 pessoas envolvidas em um esquema de lavagem de dinheiro proveniente de golpes virtuais em Campos dos Goytacazes. As investigações apuraram que os denunciados dissimularam a origem, a movimentação e a propriedade de mais de R$ 120 milhões obtidos com crimes patrimoniais, em especial estelionatos.

Segundo a inicial da ação penal, a maior parte dos denunciados pertence a uma mesma família suspeita de gerenciar esquemas de golpes virtuais. De acordo com o documento encaminhado à Justiça, o grupo aplicava golpes por meio da clonagem de cartões bancários, da falsificação de sites de vendas online, entre outras fraudes.

De acordo com o MPRJ, o denunciado W. de A.F. e uma empresa de reciclagem  são o ponto de ligação entre o grupo familiar formado pelos denunciados M.N.F., D.N.F., J.V.F. de A., C.B.V., A. de A.F. e o próprio W., e os denunciados F.G.R. da S. Junior e C. de S.C.M.

Por sua vez, L.F.P.A. é apontado como "braço direito" de M.N.F e "laranja" do grupo. Já os denunciados J. de A.C., M.M.P e D.T. dos S. recebiam e repassavam os valores para o grupo, além de atuarem como "laranjas", cedendo seus nomes para o registro de bens que, na verdade, permaneciam sob a posse dos demais denunciados.

Para dificultar o rastreamento da origem dos valores obtidos, os denunciados fracionavam as transações, utilizavam empresas e adotavam outras estratégias para dar aparência lícita ou ocultar as movimentações financeiras. Para se ter uma ideia do volume envolvido, a denunciada Carolina Medeiro movimentou R$ 15 milhões entre 2019 e 2022. Apenas no mês de agosto de 2022, foram mais de R$ 6 milhões em suas contas. Ainda segundo a denúncia, chama atenção o fato de Carolina transacionar altas cifras mesmo tendo uma renda mensal declarada de R$ 4 mil.

Fonte: Ascom/ MPRJ

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