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Jogador do Goytacaz que usou tornozeleira eletrônica em campo fala sobre repercussão

O atleta pode ser campeão neste domingo, pela Série B2 do Campeonato Carioca


  • Esporte
  • 02 de Dezembro de 2025 | 11h37 | Por: Lucas Arantes
 Foto: NF Notícias
Foto: NF Notícias

Diante da grande repercussão nacional, o atleta Yuri de Carvalho da Silva conversou com o jornalismo do NF Notícias sobre o caso onde ele, jogador do Goytacaz, de Campos dos Goytacazes, atuou contra o Macaé, no último domingo (30), usando uma tornozeleira eletrônica. Os clubes fizeram o primeiro jogo da final da Série B2 do Campeonato Carioca, o equivalente à quarta divisão do futebol do Rio de Janeiro.

Em entrevista, o atleta de 30 anos contou sobre a repercussão do caso. “Acordei hoje com essa notícia, mas estou aqui treinando, trabalhando, e papai do céu tem me abençoado. Agradeço ao Goytacaz, que me deu uma nova oportunidade, o recomeço de estar aqui. Errar, todos erram, mas Deus me deu uma nova oportunidade”, disse.

Ele também agradeceu ao apoio recebido dentro e fora do clube, principalmente da torcida do Goytacaz, que inclusive acredita no gol para sacramentar o título. “Deus abençoando, nós vamos sair com a vitória. Eu agradeço esse carinho”.

O NF Notícias também conversou com o diretor de futebol do Goytacaz, Ricardo Bovio, que falou sobre a ida do atleta para o clube Alvianil. “Conheço o Yuri desde a adolescência. Nós ficamos tristes pelo que aconteceu no passado dele, mas eu sou uma pessoa que acredita muito no esporte como inclusão, ressocialização”, explicou.

Yuri pode se tornar campeão da Série B2 do Campeonato Carioca neste domingo (07), caso o Goytacaz vença o Macaé. As equipes entram em campo pelo segundo jogo da final com partida marcada para as 15h (de Brasília), no Aryzão, em Campos. Um novo empate leva a decisão para os pênaltis.

Segundo informações publicadas inicialmente pelo GE do Grupo Globo e confirmadas pelo NF Notícias, Yuri de Carvalho foi preso em 2018 por tráfico de drogas e passou os últimos sete anos encarcerado na Casa de Custódia Dalton Crespo de Castro, em Campos 

FERJ SE POSICIONA

Por meio de nota, a Ferj reforçou a busca pela ressocialização de atletas, mas buscará informações se há proibição legal do exercício da atividade profissional.

"Com a missão de ir muito além dos gramados, reforçando a busca pela formação de cidadãos antes de atletas, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro entende que a inclusão/ressocialização é função primordial do esporte. Sobre a participação do atleta em uso de tornozeleira eletrônica, equipamento de monitoramento da Justiça, a FERJ buscará informações se há proibição legal do exercício da atividade profissional para não cometer erro de julgamento no caso."

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