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Advogado que proferiu ofensas racistas contra juíza de Campos é encontrado morto

Após perícia, o corpo de José foi removido ao Instituto Médico Legal de Campos


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  • 28 de Abril de 2025 | 18h24 | Por: Caio Mothé
 Foto: Arte/NF Notícias
Foto: Arte/NF Notícias

O advogado José Francisco Barbosa Abud, de 43 anos, que proferiu ofensa racistas contra uma juíza da 3º Vara Cível de Campos numa petição, foi encontrado morto dentro da própria residência na tarde desta segunda-feira (28), na Rua Conselheiro José Fernandes, no Parque Tamandaré, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

Segundo apurado pelo NF Notícias com a Polícia Militar, os agentes foram acionados até o referido local após informações de que a vítima teria sido encontrada morta. No local, o Corpo de Bombeiros constatou o óbito e informou o corpo apresentava sinais de enforcamento. 

Após perícia, o corpo de José foi removido ao Instituto Médico Legal de Campos e o caso foi registrado na 134º Delegacia de Polícia do Centro.  No último mês de março, José ficou internado por sete dias no Hospital Ferreira Machado após ter ingerido veneno.

RELEMBRE O CASO

A juíza Helenice Rangel, da 3ª Vara Cível de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, foi alvo de racismo em uma petição encaminhada pelo advogado José Francisco Abud em um processo em que atuava. Abud escreveu trechos como “magistrada afrodescendente com resquícios de senzala e recalque ou memória celular dos açoites”.

Em outra parte da petição, o advogado cita ainda “decisões prevaricadoras proferidas por bonecas admoestações das filhas das Sinhás das casas de engenho”.

O juiz Leonardo Cajueiro D’Azevedo, que assumiu o caso após a magistrada se julgar suspeita, encaminhou o processo ao procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, pedindo que o advogado seja investigado por racismo, injúria racial e apologia ao nazismo.

Em nota divulgada à época, a 12ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Campos repudiou o ato. “Em virtude do evento ocorrido na 3ª Vara Cível da Comarca de Campos, a 12ª subseção da OAB manifesta repúdio aos atos praticados. As condutas racistas, machistas e quaisquer outras formas de violência são contrárias aos valores da profissão, devendo ser tratado com máximo rigor. Não podemos admitir tamanho retrocesso em nosso tempo (...) o processo ético e disciplinar já está instaurado e é sigiloso”, disse a nota.

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