O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (SINDIPETRO-NF) emitiu uma nota na tarde desta terça-feira (22), informando que 10 trabalhadores ainda seguem internados em um hospital particular de Macaé, sendo um em estado mais grave com queimaduras nas costas, em razão do incêndio seguido de explosão registrado na plataforma PCH-1, na Bacia de Campos. Segundo a Petrobras,a unidade contava com 177 pessoas a bordo que atuavam na manutenção da integridade das instalações e habitabilidade.
Segundo o coordenador geral, Sérgio Borges, até o momento, 59 trabalhadores já foram desembarcados, sendo 32 atendidos em hospitais, 14 com queimaduras e o restante por ter inalado fumaça. “Esse número não bate com os dados oficiais da Petrobrás. Só conseguimos essas informações indo direto às unidades de saúde.”
Serginho ainda informou que os relatos iniciais dos trabalhadores indicam que alguns estavam se preparando para desembarcar da plataforma quando aconteceu a explosão. “...e eles ficaram sem saída, cercados pelo fogo, e ao sair do local, acabaram se queimando”
“Eles acreditam que o fogo começou no segundo ou terceiro deck, pelo barulho da explosão e direção do fogo. Mas não conseguem dar um relato muito preciso, porque não tinha ninguém muito perto. O que se sabe é que o incêndio se alastrou muito rápido, e atingiu o casario logo na sequência, que é a área onde os trabalhadores ficam, nos camarotes e espaços de convivência”, complementa.
O sindicato denuncia que as condições das plataformas na Bacia de Campos estão precárias
“O que aconteceu em Cherne e também na P-53 não é por acaso. É o retrato do sucateamento das plataformas da Bacia de Campos, resultado da falta de investimento em manutenção e segurança.Estamos presentes, apoiando as famílias, buscando informações e exigindo ação. Saúde e segurança não são opcionais. São urgentes! Seguimos firmes, cobrando responsabilidade e acompanhando o caso!”
O QUE DIZ A PETROBRAS
A Petrobras informa que, em relação ao incêndio corrido ontem (21/04), na plataforma PCH-1 (Cherne 1), 8 trabalhadores permanecem internados com quadro de saúde estável, sem gravidade. Os demais já tiveram alta. O sistema de detecção de fogo e gás funcionou adequadamente com o acionamento das válvulas de bloqueio do gás em menos de um minuto. O sistema de dilúvio funcionou e a brigada de incêndio foi acionada, debelando os focos de incêndio localizados. Esta unidade não faz escoamento de gás. O gás que chega em PCH1 é apenas para geração de energia elétrica que, no momento, está sendo suprida por motogeradores a diesel, garantindo a segurança e a habitabilidade da unidade.
A PCH-1, localizada na Bacia de Campos, a cerca de 130 km da costa de Macaé, no Rio de Janeiro, não produz petróleo desde 2020. A unidade contava com 177 pessoas a bordo que atuavam na manutenção da integridade das instalações e habitabilidade. A Petrobras instaurou uma comissão para apurar as causas do incidente.
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