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Linha chilena pode ser quatro vezes mais cortante que a tradicional , alerta Bombeiros

Com as férias, cresce o número de festivais de pipas e o risco de acidentes com linhas chilenas


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  • 17 de Julho de 2024 | 14h12 | Por: Catarine Barreto
 Reprodução
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Com período das férias escolares, chega também a época das pipas. É comum passar pelas praças e até mesmo pelas calçadas e encontrar crianças, jovens e adultos disputando um espaço no “céu”, enfeitados com diferentes cores e formatos dados pelas pipas. A brincadeira parece inofensiva, mas quando se trata da linha chinela, o risco é eminente e real. Em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, uma lei em vigor desde 2020, proibe a comercalização e uso desse tipo de linha,

Em junho deste ano, agentes da Polícia Ambiental (CPAM) detiveram três homens por suspeita de venda e porte irregular de linhas chilenas. O caso foi registrado na Rua José Naked, no Parque Julião Nogueira.

Segundo informações da Polícia, os agentes estavam em patrulhamento pelo local, quando tiveram a atenção voltada para um comércio de pipas. No local, os militares encontraram uma tenda que era utilizada para venda de pipas, porém, durante a fiscalização, nada de ilícito foi encontrado. Ao lado do comércio, os agentes observaram um veículo parado e dentro dele havia duas bolsas contendo carretéis de linha chilena. 

 

O dono do veículo informou à PM que os materiais pertenciam ao proprietário da tenda. Este confirmou a autoria das mercadorias e contou que um dos carretéis pertencia a um terceiro homem, que informou ser de uso próprio. 

Questionado se tinha autorização para vender o produto, o dono da tenda negou. Mediante a situação, o material foi apreendido e levado junto com os suspeitos para a 134º Delegacia de Polícia do Centro, onde o caso foi registrado. Ao todo foram apreendidos 11 carreteis de linha chilena com 270 m, 08 carretéis de linha de algodão com cerol de vidro com 100m aproximadamente,03 carretéis de linha chilena de 470 m e 08 carretéis de linha chilena de 200 m, e 01 carretel de linha chilena de 50 m aproximadamente.

A linhas chilenas podem levar a mutilações de membros e a morte, caso atingia órgãos vitais. No último dia 12 deste mês, por exemplo, um motociclista de 22 anos foi atingido no pescoço por linha e morreu, na BR-116 em Fortaleza.

 De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a vítima sofreu um corte intenso na região do pescoço e teve alguns vasos sanguíneos afetados.

O Corpo de Bombeiros de Campos, em contato com o NF Notícias,  informou que não se tem dados específicos sobre casos envolvendo vítimas de linha chilena na região, mas informou que a linha chilena pode ser quatro vezes mais cortante que a linha tradicional de pipa.

“De acordo com a corporação, quando os militares são acionados, na maioria das vezes, encontram ferimentos profundos, com risco de amputação de alguma parte do corpo. A corporação ainda ressalta o risco de a linha cortar até fios de alta tensão. O uso do cerol ou da linha chinela é proibido, assim como a comercialização e posse desses materiais ou de qualquer outro produto que tenha elementos cortantes para serem usados na prática de soltar pipas”, informou.

Lei municipal em vigor de 2020

O então prefeito de Campos dos Goytacazes, Rafael Diniz sancionou e foi publicada no Diário Oficial, em agosto de 2020, uma lei municipal que proíbe a comercialização, uso, porte e a posse da linha encerada com a substância constituída de vidro moído e cola (cerol), da linha encerada com quartzo moído, algodão e óxido de alumínio (linha chilena) ou qualquer linha com produto que possua elementos cortantes e seja usada para a prática de soltar pipas. No município, somente será permitida a utilização de linha esportiva de competição, que deverá ter uma cor visível, ser de algodão e encerada com material de origem animal e vegetal. A lei segue o já previsto em legislação estadual e seu descumprimento  gera multa e até condução do infrator para a delegacia da Polícia Civil.

 

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