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Polícia prende no Paraguai integrantes de organização criminosa que atuava em Campos

Os presos eram responsáveis pela empresa A.C. CONSULTORIA E GERENCIAMENTO EIRELI, instalada em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.


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  • 24 de Novembro de 2023 | 17h47 | Por: Caio Mothé
 Foto: Divulgação
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Policiais Civis da 134º Delegacia de Polícia de Campos, coordenados pela delegada titular Natália Patrão, prenderam na noite desta quinta-feira (23), Gilson André Braga e Ana Claudia Carvalho por crime de organização criminosa, contra a economia popular e estelionatos. A prisão aconteceu em Si Hernandarias, no Paraguai, localizado a 25 quilômetros da divisa com Foz do Iguaçu, no Brasil. 

De acordo com informações da Polícia Civil,  os presos eram responsáveis pela empresa A.C. CONSULTORIA E GERENCIAMENTO EIRELI, instalada em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, tratando-se de uma organização criminosa que atuava como pirâmide financeira, constituída no ano de 2016, com o objetivo de garantir robustez e aparência de licitude, angariando clientes para captação de valores sob a promessa de aplicação dos investimentos no mercado financeiro de criptos moedas, mediante pagamento mensal fixo de juros de 12%  a 30% por mês sobre o capital.

Após firmar diversos contratos, a empresa teria emitido uma nota oficial comunicando que todos os investidores seriam rescindidos e os valores seriam pagos em um prazo de 90 dias (a partir de 1º de dezembro de 2021, data da “Nota Oficial”), o que não foi cumprido. As investigações também revelaram que uma outra empresa, a Gayky Cursos Ltda, foi criada pelos mesmos suspeitos para dar continuidade ao esquema. 

Há suspeitas com notícias de que a dupla continua aplicando o GOLPE no Paraguai, conforme a vítima que foi entrevistada. A investigação da 134ª-DP em conjunto com o GAECO conseguiu na Justiça o bloqueio online de valores disponíveis nas contas dos denunciados, de R$ R$1.964.815,96 milhões incluindo cripto ativos e moedas estrangeiras, para ressarcir as vítimas.

No dia 28 de outubro, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados a cinco suspeitos. Apenas um foi preso, o xará GILSON BRAGA, outro suspeito de integrar a organização criminosa. Atualmente, existem 75 anotações criminais  no Estado do Rio de Janeiro, com um prejuízo total de quase 5 milhões de reais. Fora os casos que entram como “cifra negra” que são aqueles não registrados pelas vítimas.

Ainda segundo a Polícia Civil, há estatísticas concluindo que nos últimos cinco anos, esquemas pontuais com criptomoedas causaram perda de R$40 bilhões a 4 milhões de brasileiros. No total 5 pessoas estão denunciadas pelos crimes acima citados, assim foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva pela 1ª Vara Criminal especializada do Rio de Janeiro.

COMO FUNCIONAVA A DINÂMICA DA FRAUDE

A AC abria contas para investidores e realizava as aplicações no mercado financeiro por meio das chamadas contas “copy”. A promessa era de que o investimento em criptomoedas daria um retorno financeiro de 12% a 30% ao mês.

Com o nome autoexplicativo as contas "copy" (cópia, em português), é uma cópia de outra conta, que permitia aos criminosos realizarem investimentos, incluindo compras e vendas de ativos. Os juros dos investimentos eram pagos, inicialmente, de modo a dar credibilidade ao negócio desenvolvido pela “empresa”.

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