Como forma de promover a preservação do local, a Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI) realizou a manutenção do isolamento da área onde foram encontradas ossadas humanas, na praia de Manguinhos.
Conduzido pelo Departamento de Cultura da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Smec), o trabalho consistiu no cercamento e recolocação de placa sinalizadora, que foi furtada do local.
“Ao longo de 2019 e 2020, sob orientação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), fizemos o ‘salvamento’ das peças expostas, através do trabalho técnico da equipe da arqueóloga Andrea Pinto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)”, explicou o diretor do Departamento de Cultura, Paulo Roberto Cunha.
Segundo ele, os materiais foram recolhidos, passaram por um processo de limpeza e classificação para serem embalados. Posteriormente, foram armazenados em caixas específicas, onde permanecem seguros da ação do sol e tempo.
O chefe do departamento contou que “no espaço eram enterrados escravos que sucumbiam aos maus tratos, após longa e dolorosa viagem a bordo dos navios negreiros que ali aportavam até alguns anos depois da assinatura da Lei Áurea em 1888”. Ele esclareceu que a região era escolhida como forma de burlar a Lei Eusébio de Queiroz, que, a partir de 1850, proibia o tráfico de escravos no Brasil.
“Preservar esse local e sua história reforça a nossa cidadania e engrandece nossa liberdade para que jamais tenhamos que presenciar tamanho horror em nosso país novamente”, pontuou a prefeita Francimara Barbosa Lemos.
Fonte: Ascom SFI
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