O Rio de Janeiro é um dos estados mais populares do Brasil, o que acaba atraindo olhares, turistas e moradores. Com um dos principais cartões turísticos de nosso país, é necessário colocar em pauta o assunto de planejamento urbano. Este assunto tão importante justamente pois a partir dele é possível realizar o desenvolvimento de serviços que possam melhorar a qualidade de vida nos bairros.
Entre as medidas tomadas para alcançar este objetivo está a verticalização urbana, ou seja, a construção de prédios cada vez mais altos para aproveitar o espaço em meio a cidade, gerando mais moradia, trabalho e diversas opções em imóveis. Este recurso de uma forma geral não é novo, mais acaba gerando bastante discussão até hoje. Dados do Censo do IBGE (2018) mostram que em todo o Brasil, o número de apartamentos cresceu 43% no período do 2000 a 2010, o que representa um salto de 4,3 milhões para 6,1 milhões.
Na prática, este resultado deve representar um aumento no número de pessoas vivendo em determinada região ou cidade somadas a qualidade de vida, que vai desde o acesso a serviços básicos como saneamento básico e luz até serviços de uso coletivo como transporte, acesso a saúde e coleta de lixo. No Rio de Janeiro, um exemplo deste fenômeno é o bairro de Copacabana. São mais 50 mil habitantes por quilometro quadrado, o que faz deste o bairro com maior densidade demográfica do país, superando Ipanema e até mesmo Pinheiros, no estado de São Paulo.
Outro levantamento realizado pelo com base nos dados do IBGE mostrou que a cidade de Niteroi (42%) também está entre uma das mais verticalizadas do país, em um comparativo com Balneário Camboriú (57%), Porto Alegre (47%) e Vitória (43%). Grande parte deste resultado se deve pelo investimento em infraestrutura, arquitetura e urbanismo, no que refere ao conjunto da cidade para com o litoral. Isso coloca o estado do Rio de Janeiro como um dos que lideram o ranking de um milhão de apartamentos, com 806 mil imóveis existentes. Com este cenário mais evidente, conheça como isso impacta no mercado imobiliário do estado:
Como tudo começou
O crescimento dos bairros no sentido vertical no Rio de Janeiro não é um fenômeno até recente. Os primeiros registros da construção de arranha-céus começaram mais especificamente em 1920, a exemplo do Edifício OK. Este é um dos registros entre os inúmeros que começaram a despontar ao longo de toda a Avenida Atlântica e consagram Copacabana como uma cidade verticalizada. Logo mais esta primeira construção, vieram outros importantes como a Cinelândia e o Teatro Municipal. A diante também surgiram o Palácio Capanema, como uma das principais obras de Oscar Niemeyer. Hoje este processo continua acelerado pelo crescimento do mercado imobiliário para as mais variadas necessidades ao longo de todo o estado do Rio de Janeiro.
Vantagens e desvantagens
Entre uma das principais tendências de construção mundial, a verticalização é uma das principais alternativas atuais em meio aos desafios do planejamento urbano. Assim como toda resposta a uma determinada questão, existem vantagens e desafios. E é importante saber os detalhes principalmente na busca por imóveis em Ipanema. A verticalização é um processo que está ligado ao desenvolvimento de uma cidade economicamente sustentável. Na prática isso significa segundo as diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU), que uma cidade precisa ter cerca de 200 habitantes por zona urbana. E colocar isso em prática é necessário o investimento em infraestrutura. De uma forma geral, conciliar o setor da construção civil com o planejamento por resultar em mais qualidade de vida e acesso a serviços públicos, controle da expansão da população das áreas periféricas, preservação das áreas verdes, valorização do solo urbano, melhoria da mobilidade urbana, além da distribuição dos custos de vida. Mais também é preciso de atenção. A verticalização também pode aparecer como vila, quando executada sem planejamento e de forma irresponsável.
Os principais bairros
Como o processo de verticalização é algo que depende muito também dos cidadãos, é algo que pode acontece uma forma não tão uniforme. Isso está relacionado em grande parte pois a verticalização funciona em uma cidade como uma forma de gerar equilíbrio, distribuindo a população da melhor forma dentro do espaço urbano a fim de gerar qualidade de vida para todos. Tudo isso pensando também em garantir um futuro prospero e economicamente viável a diferentes regiões. Para entender como isso funciona, vale estar atento a quais bairros isso acontece de forma mais evidente e acelerada. No Rio de Janeiro, uma forma de mensurar isso é buscar pelas regiões com o maior número de imóveis disponíveis, a exemplo dos apartamentos na Barra da Tijuca. Lá estão localizadas inúmeras opções para quem busca comprar o seu próprio imóvel ou alugar, inclusive a beira mar. Isso também reforça algumas vantagens que a verticalização traz para quem busca viver em um apartamento como a questão da segurança, já que imóveis são menos suscetíveis a ação de criminosos. Lazer, com várias opções para o entretenimento e bons momentos, que não requerem ir muito longe de casa. Outra característica importante é a localização, principalmente pelo fato de que regiões centrais trazem mais facilidade e comodidade para a rotina. Preços e custos, que passam a ser divididos por igual ou em um maior número de pessoas se tratando da vida em condomínio. Convivência e socialização, já que a vida em apartamento aumenta a proximidade com os vizinhos e a construção de novas amizades. Além claro da valorização. A verticalização é um fator que influencia diretamente na rotina daqueles que decidem investir sobretudo em imóveis. Os apartamentos possuem inúmeros atrativos quando comparada com outros tipo imóveis como o tamanho, adequação as necessidades, comodidade e segurança, que conta e muito na hora de vender ou locar o imóvel com o crescimento na demanda. Estas são algumas questões que tem mudado a realidade de diversos bairros e valorizado a verticalização no Rio de Janeiro.
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