Desobstruções no Paraíba do Sul beneficiarão pescadores

Medida contribuirá para melhoria na captação d’água


01 de Maio de 2018 | 12h08

A classe pesqueira será uma das beneficiadas com o trabalho de dragagem para desobstrução em dois pontos do Rio Paraíba do Sul, que será executado por meio de medidas de compensação ambiental referente ao Terminal Sul do Porto do Açu. A iniciativa restabelecerá o fluxo d’água, permitindo a navegação das embarcações pesqueiras e melhorando, também, a captação para o abastecimento da população.

O passo mais recente foi dado na última quarta-feira (25/04), quando o pesquisador da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Thiago Pereira, esteve no município. Juntamente com uma equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, ele fez a revisão da proposta de monitoramento nos dos trechos do rio, que será enviada no próximo dia quatro à empresa Porto do Açu e à Secretaria de Estado de Ambiente para iniciar o monitoramento e dar prosseguimento ao processo licitatório para contratação da empresa que fará as intervenções no canal situado nas imediações do Dique São João e no canal de navegação na foz, em Atafona, ambos na margem direita do Paraíba.

“A desobstrução é uma luta que estamos travando em prol dos pescadores e da população que depende do abastecimento de água. Em julho do ano passado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos, solicitamos junto ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) a Autorização Ambiental, que foi concedida em novembro, juntamente com recomendações do Ministério Público Federal e anuência da Superintendência do Patrimônio da União (SPU). Estamos aguardando, agora, os trâmites para que a intervenção seja efetuada”, disse a prefeita Carla Machado.

Enfatizando a importância da pesca para a economia do distrito de Atafona, Carla reafirma que, a partir da desobstrução, haverá uma maior facilidade para os barcos fazerem o trajeto do cais de atracação ao mar e no descarregamento da produção nos frigoríficos, situados em áreas atingidas pelo assoreamento.

“Os problemas na foz que tanto afligem a população, envolvendo o assoreamento e, principalmente, a erosão costeira e consequente avanço do mar, nos levaram várias vezes ao Rio de Janeiro e a Brasília, em um incansável trabalho de sensibilização junto às autoridades, já que o município não dispõe de recursos suficientes para que seja realizada a obra de contenção do mar, de forma independente. Nossa meta é viabilizar, por meio de licenças e de recursos financeiros, a realização de obras que resolvam de uma vez por toda a situação. As intervenções nos canais é apenas uma parte dessa luta, que continuará firme de nossa parte em prol de Atafona”, finalizou a prefeita.

 

Fonte: Secom


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