Olá, senhoras e senhores! Mais um Parada Técnica aqui no NF Notícias. Para a construção da matéria dessa coluna, tive a ajuda luxuosa do grande amigo e excelente jornalista Granger Ferreira. Vamos para a resenha?
O Americano tem um velho conhecido para comandar a equipe na Taça Corcovado: o técnico Flávio Tinoco. O glorioso confirmou a volta do comandante no dia 05 de junho. Tinoco foi o treinador da equipe na reta final da Taça Corcovado em 2021, porém ele não conseguiu se classificar para a semifinal daquele ano.
O técnico do alvinegro fez uma boa campanha na Copa Rio de 2021, chegando a semifinal, com apenas uma derrota durante toda a competição.
Nessa entrevista, Flávio Tinoco fala sobre a busca da conquista ao acesso, dificuldades de jogar em Cardoso Moreira e muito mais. Confira!
Rhyann: Tinoco, qual a sua expectativa em relação ao seu retorno para o Americano?
Tinoco: A expectativa é muito grande de fazer um bom trabalho, assim como fizemos na outra vez. É um clube que a gente tem uma harmonia, uma sintonia muito grande, que dá pra gente uma condição muito especial, onde poucos clubes tem essa possibilidade, muito por conta da questão da organização na parte estrutural. Aqui temos uma equipe muito disciplinada, tem um centro de treinamento que pelo menos 80% dos atletas ficam aqui alojados, então isso possibilita muita coisa de trabalho disciplinar. A expectativa é muito grande para conseguir desenvolver novamente um ótimo trabalho.
Rhyann: Na Taça Santos Dumont o Americano não conseguiu chegar às semifinais. O que fazer de diferente na Taça Corcovado?
Tinoco: O Americano esteve muito próximo de uma classificação, a gente vem analisando e integrando os departamentos. Temos por característica trabalhar de forma integrada. Essa é uma semana de muito ajuste, daquilo que é pertinente ao nosso trabalho, a nossa maneira de trabalhar. O foco total é isso, não estou aqui pra falar do trabalho anterior, se foi bom ou se foi ruim, eu não tive a oportunidade de conversar com ninguém da comissão anterior, e a gente vem fazendo essas análises. Percebemos rapidamente que é uma equipe que vinha trabalhando muito a valorização da posse de bola, que tem algumas coisas associadas ao nosso conceito, que são bastante interessantes. O professor Ney Barreto que aqui estava, um grande profissional, que deixa pra gente um legado que vamos aproveitar, dentro dos nossos conceitos e ideias. Mudança de atleta em si, isso são coisas que a gente vai avaliando. Temos uma carência aqui, e já estamos buscando no mercado essa carência. Temos os atletas lesionados, que a gente precisa recuperar, e estamos trabalhando muito forte nisso. Não achamos terra arrasada. Chegamos para somar e muita coisa que vinha sendo feito, iremos aproveitar.
Rhyann: Você acredita que dá para colocar um time com o seu perfil em tão pouco tempo de preparação?
Tinoco: Nós temos um perfil de equipe ofensiva, equipe que propõe o jogo, principalmente aqui no Americano, que a torcida é enorme, empurra o time o tempo todo, então tem que ser desse jeito, buscar o gol, ter a bola o tempo todo, ter uma pegada diferente. A gente já está trabalhando nisso. Eu não posso garantir pra você que então pouco tempo vamos conseguir, mas com certeza posso garantir pra você que então pouco tempo eu vou trabalhar muito para que tenha. O grau de exigência é muito alto, com nível de intensidade em treinamento muito alto, entrega de conteúdo, tudo isso que é possível. E aí é entrar naquela sintonia, entendimento de troca de ideias o mais rápido possível. É desse jeito que vamos conseguir colocar o nosso perfil no Americano novamente.
Rhyann: Com o Volta Redonda jogando a Série C do Brasileiro, vencendo o Vitória no Barradão, por exemplo, e ao mesmo tempo querendo voltar a elite, à qual caiu neste ano, o campeonato tem o clube do sul fluminense como favorito, na sua opinião?
Tinoco: Todos estão apontando isso. O Volta Redonda é o time de maior investimento. Teve que montar um elenco grande pra poder suportar a série c e também o campeonato estadual. É sem dúvida uma equipe com um favoritismo grande na competição, isso aí sem dúvidas nenhuma, por tudo que eles estão investindo, que estão planejando fazer. Tem um grande treinador, uma equipe muito organizada, tanto é que vem de excelentes resultados. Só que o futebol é dentro de campo, a gente tem aí o grande exemplo da própria final de turno, pois ninguém esperava que o Macaé chegasse a final, mas o Macaé chegou a final e em condições até de ser campeão. Então é trabalhar e ter a confiança, e passar a confiança pra ir colhendo os resultados e crescer na competição pra buscar o acesso a série a.
Rhyann: Qual a diferença encontrada do Americano deste ano, para o Americano do ano passado?
Tinoco: Essas comparações eu não gosto muito, pois temos jogadores diferentes um do outro, então temos que respeitar a individualidade de cada um. Agora assim, podemos falar do Americano anterior sob o meu comando e esse agora. Naquele Americano tínhamos o elenco mais reduzido. A gente quando chegou, perdemos alguns atletas importantes também por conta de calendários apertados, aí o atleta teve proposta financeira um pouco melhor, e esse Americano ele tem um elenco maior, dá pra gente mais opções. Então eu diria que a grande diferença daquele Americano pra esse, é a questão da quantidade, não em nível técnico.
Rhyann: O fato de o Americano não ter um estádio em Campos para jogar faz toda a diferença?
Tinoco: Essa questão do estádio é um tema bem comum. Da outra vez que estive aqui também tinha muito essa pergunta. É óbvio que faz uma diferença enorme. Não estou aqui pra ficar colocando panos quentes em nada, e principalmente em uma questão como essa. Eu não sei que tipo de negócio foi feito, eu não estava aqui. A gente ouve muita coisa, a gente vê o empenho da direção nisso, cobrando, buscando solução pra isso.
A direção é uma direção engajada, que trabalha o tempo todo em prol do clube. O clube de jogar em Cardoso Moreira, são os jogos de meio de semana, principalmente pra quem trabalha, fica muito difícil de ir pra lá, com quase 1 hora pra chegar. A gente perde muito sem a presença do nosso torcedor em jogos em Cardoso Moreira.
Nada contra o estádio, a questão é de acesso pro torcedor mesmo, fica muito ruim. Aos finais de semana melhora um pouquinho, pois já não pega um horário de expediente, mas ainda assim é difícil, nem todo mundo tem condição de se deslocar, então é uma despesa grande, principalmente agora com o combustível em alta.
Enquanto a gente não tem estádio, poderíamos pensar em algo para ajudar essa logística, esse translado dos torcedores. É uma coisa que vou sugerir aqui, eu até pensei na outra vez, mas foi tão rápido que a gente não conseguiu implantar. Mas acho que poderíamos buscar aqui parceria com alguma empresa de ônibus, que pudesse fazer esse translado com os torcedores, facilitando e diminuindo o custo deles. Já que não temos o estádio, poderíamos facilitar a ida do nosso torcedor para Cardoso Moreira.
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