A política adora repetir histórias do passado com personagens diferentes. E esta aliança formada pelo secretário de governo do Estado Rodrigo Bacellar (PL) e o secretário de Niterói Caio Vianna (PDT) é mais uma reedição do Vale a Pena ver de novo.
Caio comete uma gafe histórica. Por falta de memória ou sagacidade, cai na armadilha que um dia seu pai Arnaldo Vianna armou pra Garotinho que, com a força da máquina cooptou aliados e lideranças, estabelecendo-se como nome forte nas bases devido ao seu jeitão bonachão combinado a benesses e regalias concedidas aos novos aliados. Garotinho levou tempo para se recuperar desta armadilha e, ainda assim, além de ver a criatura morder a mão do criador, fabricou o seu grande rival na cidade.
Neste Vale a Pena ver de novo Garotinho é interpretado por Caio, que ainda não percebeu o risco dessa aliança. Rodrigo é o homem mais poderoso, hoje, da política campista, com mais de 20 mil vagas de emprego e um cofre sem fim. Mas se engana quem acha que Caio também não visualizou a sua pequena arapuca.
O primogênito de Arnaldo sabe que Rodrigo tem tudo, mas não tem voto. Caio já cansou de dizer em diferentes rodas que ele possui o que Bacellar jamais terá: votos espontâneos, de admiração, carinho e serviços prestados. Diga-se de passagem, herdados por Caio, cujo único mérito foi ter nascido filho de quem é. E Rodrigo, por outro lado, pensa que, se Arnaldo se tornou a liderança relevante que foi através da máquina, ele também pode.
Caio quer a força política, mobilização e poderio financeiro de Rodrigo para ganhar com tranquilidade a eleição deste ano e se fortalecer ainda mais como principal nome da oposição. Rodrigo tem outros planos.
A única certeza que fica entre os personagens desse remake é que entre emboscada de um lado e armadilha de outro, pensando em seus próprios projetos, Campos fica em segundo plano.
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