Petrobras e Eletrobras formam uma dupla “raiz” na bolsa. Elas são estrelas de longa data do mercado, mas nem sempre fazem sucesso por culpa do “empresário”. Controlador das companhias, o governo já travou o sucesso da dupla de diversas formas — do controle de preços à prática de corrupção.
Em meio a essa desconfiança dos investidores, as estatais voltaram com força aos holofotes nos últimos dias — e novamente graças ao governo.
Primeiro com a Petrobras, que passará por uma nova mudança no comando promovida pelo presidente Jair Bolsonaro. A substituição, que ocorreu após 40 dias do atual CEO assumir o cargo, não só pegou mal entre os investidores como despertou um antigo e constante temor: vai ter intervenção no preço dos combustíveis?
Mas o governo também tomou uma decisão que pode deslanchar a carreira na bolsa de sua outra estrela: a Eletrobras. Depois de muitas idas e vindas, a empresa lançou uma oferta de ações que pode movimentar até R$ 35 bilhões. Mais que isso: a operação levará a União a reduzir a participação na Eletrobras para menos de 50% — ou seja, a empresa passará para as mãos da iniciativa privada após a conclusão da oferta. Será que agora vai?
Previsões são sempre difíceis, principalmente sobre o futuro. No Brasil, então, até o passado é incerto. A famosa frase é atribuída a Pedro Malan, um dos grandes ministros da Fazenda da história brasileira.
Objetivamente, tenho preocupação com a política de preços da Petrobras. Veja que se discute no Reino Unido mudança de tributação sobre petroleiras. O assunto “preço de combustíveis” é central no mundo todo e tira popularidade de qualquer governo. Não é exclusividade do nosso. Qualquer governo tentaria preservar sua popularidade num momento como o atual.
Pessoalmente gosto do setor e a Petrobras paga excelente dividendo. Na questão das estatais, os números entregues foram muito fortes. Mantenho as ações em carteira por enquanto, porém confesso ter maior exposição na 3R Petroleum.
Na Eletrobras, o retorno esperado das ações pode ser interessante. Confirmando-se o movimento desejado, os ganhos de eficiência a partir de uma gestão mais profissional numa empresa onde o mato é alto e que sempre foi refúgio do (P)MDB, o risco de perda permanente do capital parece baixo.
Importante comentar que existe a possibilidade nesta oferta de adquirir ações da Eletrobras com o seu FGTS. Tenho feito campanha por isso inclusive pois o rendimento no FTGS é de 3% ao ano, enquanto a inflação (IPCA) é de mais 12% nos últimos 12 meses. Ou seja, deixar o dinheiro no FGTS além da perda do poder de compra, não é inteligente diante das alternativas de existentes neste momento.
Ao mesmo tempo, creio ser um erro colocar todas as estatais no mesmo bolo. O risco político parece uma questão circunscrita à Petrobras. Diferentemente da tragédia da nova matriz econômica adotada em 2011, não há qualquer discussão em curso sobre mudança do spread bancário ou algo assim. Ao menos no momento não se vê risco de interferência sobre outra estatal.
O Banco do Brasil negocia a 3,5 vezes lucros e paga dividendo de dois dígitos. Para se ter uma ideia, os demais bancos brasileiros negociam em média 6,5 vezes lucros, valor este abaixo da média histórica inclusive. Já comentei em artigos passados que em momento de alta de juros, o setor financeiro tende a se beneficiar pois as receitas são impactadas diretamente com os juros cobrados dos clientes. A meu ver as recentes quedas do papel referem-se a notícias de desistência de vender o BB Americas, sua filial que atua nos Estados Unidos. Soma-se também o fato de o mercado começar a precificar uma possível queda de lucratividade no caso de uma troca de governo. A verdade é que ninguém sabe como seria a gestão destas empresas em caso de novo governo.
Observe que fora as mencionadas acima, os setores relacionados às empresas estatais, são setores mais tradicionais como energia, saneamento básico etc. Crises de confiança afetam qualquer empresa de capital aberto, ainda mais estas que já possuem seus papéis normalmente negociados com desconto em relação aos seus concorrentes, justamente pelo risco político.
De uma forma geral, estatais buscam gerar valor para a sociedade primeiramente e, em segundo lugar, para o acionista. Esse raciocínio se aplica muito bem ao artigo de hoje. Concentrar seu dinheiro em empresas estatais e depender de um governo que seja sempre alinhado aos seus interesses pode ser uma jogada arriscada. As empresas estatais podem te ajudar no seu processo de enriquecimento, entretanto, possuem armadilhas que também podem te tirar do jogo. Saiba diversificar o seu patrimônio.
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