Opinião NF

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19 de Novembro de 2021 | 12h50

A festa com Ceciliano, Bacellar e Pezão


Tem certas figurinhas da política que ninguém quer ser visto ao lado, mas que conseguem se colar com facilidade nos álbuns do poder. Alguém imagina quem tenha pretensões eleitorais e que queira ser filmado com o ex-governador Luiz Fernando Pezão? Difícil. Condenado em vários processos por corrupção durante sua estadia no Palácio Guanabara, Pezão passou a atuar nos bastidores. 

Nos últimos dias, tem circulado nas redes sociais alguns vídeos de uma festa feita pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) André Ceciliano em seu sítio com convidados especiais. Entre eles, o cantor Belo e vários políticos, como o secretário estadual de Governo e deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar e, pasmem, até Pezão!

Bacellar e Ceciliano são grandes amigos. Chegaram a brigar durante a votação da concessão da Cedae na Alerj, mas se reaproximaram e, inclusive, estiveram juntos na agenda do presidente da Assembleia em Campos recentemente. Mas, neste encontro promovido por André Ceciliano, qual será que deve ter sido o papo entre Pezão e Bacellar?

Laranjas

Começam a andar na Justiça Eleitoral de Campos os processos com base em denúncias de candidaturas laranjas envolvendo PSL, PSC, PL e Avante. Além disso, também recai sobre o DEM uma ação pelo não cumprimento do mínimo de 30% de candidaturas femininas na disputa à Camara Municipal. Ao todo, esses partidos elegeram oito vereadores: Nildo Cardoso e Bruno Vianna (PSL); Pastor Marcos Elias e Maicon Cruz (PSC); Bruno Pezão (PL); Abdu Neme (Avante); e Rogério Matoso e Marcione da Farmácia (DEM).

Drible na lei

Na prática, no caso do PSL, PSC, PL e Avante, os partidos teriam utilizado candidaturas fictícias para driblar a obrigatoriedade da representação feminina na nominata. No PSL, as sete menos votadas foram mulheres, incluindo duas candidatas que não receberam nenhum voto e teriam feito campanha nas redes sociais para outros. As nove menos votados do PSC também são mulheres, enquanto no Avante foram as últimas três candidaturas.

Vereadores sob risco

Se houver condenação, os vereadores das respectivas legendas terão os mandatos cassados, mesmo que não tenham responsabilidade direta pelas eventuais fraudes eleitorais. É como aconteceu em São Fidélis, onde o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) confirmou a condenação do diretório do Republicanos. No caso, John de Efinho acabou perdendo o mandato porque o partido também teria forjado candidaturas femininas para completar a cota de 30%. Ainda cabe recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas o recado foi dado.


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