Opinião NF

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10 de Novembro de 2021 | 16h58 - Atualizado em 10/11/2021 17h09

São João da Barra precisa de mudança


Ninguém nega que a prefeita Carla Machado é uma grande liderança política no Norte Fluminense e, principalmente, em São João da Barra, onde exerce o quarto mandato à frente do Executivo. Ninguém chega a essa marca por acaso. No entanto, existe um momento em que o município precisa olhar para frente e caminhar com suas próprias pernas para a mudança. E este momento é agora. Com arrecadação em alta e um empreendimento do tamanho do Porto do Açu, a cidade tem desperdiçado uma oportunidade de ouro de se desenvolver por causa de comodismo político.

Depois de tanto tempo com a mesma administração, é até natural que a prefeita se acomode em uma zona de conforto perigosa. Andando pelas ruas, é notório que São João da Barra sofre com a falta de infraestrutura básica. No balneário de Grussaí, um dos principais destinos turísticos da região, são várias ruas sem calçamento, galeria de águas fluviais e de saneamento básico. Cena que se repete em diversos outros pontos. 

São João da Barra tem apenas 36,7 mil habitantes, segundo a última estimativa do IBGE, e uma arrecadação de fazer inveja a grande maioria dos municípios brasileiros. Mas o que a população tem de retorno? Muito pouco. Não tem um grande hospital, saneamento e infraestrutura de qualidade.

Segunda maior arrecadação

De acordo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), com base em 2019, São João da Barra é o segundo município do Rio de Janeiro com maior arrecadação per capita, com R$ 12,5 mil, atrás apenas de Maricá. Isso quer dizer que SJB é vice-campeã no ranking estadual de receita proporcional pela quantidade de habitantes. E para onde está indo esse dinheiro? Além disso, Campos tem sido um exemplo de parcerias e a cidade parece uma ilha isolada. 

Município não aderiu à concessão da Cedae

Um exemplo desse isolamento e da falta de vontade política é a questão do saneamento e abastecimento de água, um problema crônico do município. No verão, é comum as torneiras secarem e ainda tem o risco de contaminação porque em Grussaí, por exemplo, grande parte das casas possuem poços artesianos e fossas. Mas, na esteira do leilão da Cedae, o Governo do Estado deu oportunidade a todas cidades a aderirem à concessão do serviço, o que vai melhorar a qualidade e injetar investimentos importantes. A vizinha São Francisco de Itabapoana aderiu logo na primeira oportunidade, mas São João da Barra... Nada.

Bonde está passando

Por essas e outras, a administração dar um ar de comodismo e a população precisa ter consciência para pensar no melhor para o futuro do município. Está na cara que é necessário ter renovação, oxigenação, novas ideias e mais vontade de mudar para melhor a vida do cidadão são-joanense. Além da arrecadação em alta, o Porto do Açu é uma oportunidade única. E muitas pessoas que trabalham lá optam por morar em Campos justamente por causa da falta de estrutura. Se esse bonde passar, como já está passando, vai ser difícil embarcar no futuro.


3 COMENTÁRIOS


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Monique Tavares

18/11/2021 | 10h03
Grande Liderança Política? Tá de brincadeira, né medrosos/passa-panos!!! Esta senhora não lidera NADA. Apenas tem a função (muito bem gratificada por sinal) de manter E ENGANAR um CURRALZINHO. Aliás deveria de trocar o nome disso aí para SÃO JOÃO CURRAL. Mas, cientes que é uma escolha local, o povo tem o governante que merecem. PARA QUE UMA EMPRESA PRIVADACOBRANDO TAXA DE ÁGUA/ESGOTO, se podem ter seus "gatos" sem pagar nada? Uma falta d'água ali e acolá COMPENSA! E OUTRA, NÃO SE PREOCUPEM COM A QUALIDADE DA ÁGUA E FALTA DE SANEAMENTO - A "PREFEITA-MAMÃE" DISTRIBUI ALBENDAZOL/ANITA PARA POPULAÇÃO -- DE GRAÇAAAAAA $!.

Maurício Miranda

11/11/2021 | 13h22
Sou residente 5 anos de Grussaí, jamais pensei em ver este bairro assim. Completamente abandonado e sem nenhuma perspectiva de melhora.

Angela

10/11/2021 | 18h59
Grussaí está entregue as baratas, várias ruas constam na prefeitura como se tivesse calçamento. Mas ninguém vem fiscalizar pra ver a realidade, com as chuvas a gente fica literalmente ilhados.

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