Opinião NF

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27 de Agosto de 2021 | 07h07 - Atualizado em 26/08/2021 21h34

Anúncio de obra no HGG mostra que união é possível em Campos


No final de junho, escrevi aqui que o atual protagonismo de Campos no cenário político estadual precisava se reverter para a área da Saúde – a mais sensível e fragilizada do município – e que ficou ainda mais exposta durante a pandemia de Covid-19. Duas das principais forças políticas locais – o prefeito Wladimir Garotinho e o secretário estadual de Governo Rodrigo Bacellar – possuem bom trânsito no Palácio Guanabara e articulações em Brasília para buscar recursos. Bacellar emplacou Dr. Bruno Calil, seu candidato a prefeito na última eleição, como administrador da UPA de Guarus. A unidade enfrentava graves problemas estruturais que foram alvo de denúncias da população e do deputado estadual Felippe Poubel. 

Na última quarta-feira (25), em vídeo publicado nas redes sociais ao lado de Rodrigo Bacellar e do governador Cláudio Castro, Wladimir fez o anúncio de que o Governo do Estado liberou a verba para a tão sonhada ampla obra de reforma do Hospital Geral de Guarus (HGG), que agora vai entrar na fase de licitação. 

Nos últimos meses, a população tem assistido a queda de braço entre Wladimir e Bacellar na Câmara sobre o importante projeto de reforma no Código Tributário. Como ficou claro nas discussões no Legislativo, quando os interesses pessoais ficam à frente, a população acaba sempre a mais prejudicada. No entanto, o exemplo da união – patrocinada pelo governador – entre Rodrigo e o prefeito pode trazer grandes benefícios a Campos. Que a reforma do HGG seja apenas o primeiro passo.

Transparência

Por falar na Câmara, o secretário municipal de Fazenda, Márcio Queiroz, estará na próxima terça-feira (31) na Casa de Leis para responder a questionamentos dos vereadores sobre a taxação extra no IPTU de quem não informou a realização de obras em seus imóveis entre 2016 e 2021. As perguntas são importantes para esclarecer à população sobre eventuais dúvidas e a transparência é fundamental para qualquer governo. A ida do secretário ao plenário demonstra esse comprometimento. 

 

Caio tenta organizar base

Segundo colocado na última eleição em Campos, Caio Vianna sempre foi taxado pelos adversários políticos como distante da realidade do município. Atualmente, o filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna exerce o cargo de secretário municipal de Ciência e Tecnologia em Niterói, onde o seu partido, o PDT, tem uma base forte com o atual prefeito Axel Grael e seu antecessor, Rodrigo Neves, que também é pré-candidato a governador em 2022. Nas últimas semanas, Caio tem se sido mais presente em sua terra natal, onde visita lideranças e concede entrevistas. Antes da disputa de 2024 pela Prefeitura de Campos, o ainda jovem político terá como principal trabalho na região até o ano que vem a reorganização da sua base.

 

 

Campos na rota do governo federal

Além da política estadual, Campos também tem retomado um pouco do protagonismo nacional. Depois da passagem do ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes em fevereiro – com a promessa de importantes obras para a BR 101 e BR 356 –, neste sábado (28) será a vez do ministro de Minas e Energia Bento de Albuquerque visitar a cidade. Ao lado de Wladimir, o principal objetivo do ministro no encontro será a discussão sobre o Programa de Revitalização e Incentivo à Produção de Campos Marítimos (Promar). A queda na produção de petróleo dos campos do pós-sal, os chamados campos maduros, localizados principalmente na Bacia de Campos, levou à instituição do Promar, em dezembro do ano passado. A intenção é melhorar o aproveitamento dos recursos petrolíferos nacionais, ampliar o pagamento das participações governamentais e da indústria de bens e serviços voltados para a exploração e produção de petróleo e gás natural em áreas marítimas.

Recado

O acirramento dos ânimos na política nacional ultimamente tem prejudicado o desenvolvimento do país. O presidente Jair Bolsonaro postou nas redes sociais o recado: ele sabe onde está o “câncer” do Brasil e que vai jogar dentro das quatro linhas da Constituição, dentro do tempo necessário, para acabar com a doença que suga nossa nação. “Se tirar esse câncer, o corpo volta a funcionar normalmente”. É o que esperamos.


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