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Caminhoneiros criticam alta do diesel e ameaçam greve; Governo aciona STF

Mobilização em redes sociais ocorre após aumento de 8,9% no preço do combustível


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  • 13 de Maio de 2022 | 15h35
 Reprodução
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Os caminhoneiros voltaram a discutir uma paralisação nacional por causa de mais um reajuste no preço do diesel anunciado pela Petrobras. Em vídeos que viralizaram na rede social TikTok, os trabalhadores aparecem em postos, abastecendo seus tanques.

Em um desses vídeos, o caminhoneiro registra que o valor total na bomba ultrapassa R$ 5.500, para armazenar pouco mais de 600 litros do combustível. O litro do diesel na região de Barreiras, na Bahia, é vendido por R$ 8,24.

"Não tem condições, vou ter que fazer outro abastecimento ainda para chegar a Mato Grosso. O frete foi R$ 11 mil. Não tem condições, os caminhões vão parar. É pane seca nas rodovias", diz o caminhoneiro.

Na segunda-feira, a Petrobras anunciou um aumento de 8,87% no preço do diesel em suas refinarias. O valor do combustível nos postos já acumula alta de 96% no governo Bolsonaro, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Governo aciona STF contra políticas estaduais de ICMS sobre diesel

Após o presidente Jair Bolsonaro informar que iria recorrer à Justiça para baixar o preço dos combustíveis no país, o governo federal acionou, nesta sexta-feira (13), o STF (Supremo Tribunal Federal) contra políticas estaduais para cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel.

A ação é assinada por Bolsonaro e pelo advogado-geral da União, Bruno Bianco. De acordo com o documento, o governo pede que o STF suspenda o convênio do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) que definiu as alíquotas até o julgamento final do processo.

O governo solicita informações ao Confaz, bem como às Casas Legislativas do Congresso Nacional, e pede que seja declarada a inconstitucionalidade das cláusulas quarta e quinta do convênio.

Fonte: R7

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