Advogado diz que jovem apontado por pilotar moto em tentativa de latrocínio é inocente

 Ao NF Notícias, doutor Patrick contou que o seu cliente está sendo apontado como o motoqueiro que participou do crime, mas que isso não procede


21 de Julho de 2021 | 08h58

A Polícia Civil segue com as investigações no caso envolvendo uma tentativa de latrocínio contra um policial em Guarus. Na ocasião, o mesmo acabou baleado junto com seu cunhado após um dos assaltantes perceber que a vítima estava armada. Um jovem foi preso apontado como sendo o motoqueiro que deu cobertura e fuga ao bandido, mas em entrevista exclusiva ao NF Notícias, o advogado do mesmo nega o crime e fala que ele pode estar sendo confundido. As vítimas teriam reconhecido apenas o atirador.

Em meio as investigações, a Polícia localizou um jovem, que possuía um mandado de prisão por roubo. Em conversa exclusiva com o NF Notícias, doutor Patrick contou que o seu cliente está sendo apontado como o motoqueiro que participou do crime contra o policial e o cunhado dele, mas que isso não procede.

— Nas investigações, quando a Polícia foi em busca do autor da tentativa de latrocínio, acabou conscientemente encontrando o meu cliente — disse.

Ao apanhar a documentação do jovem, foi constatado que contra ele havia um mandado de prisão: “meu cliente veio nesse barco, onde disseram que ele estava envolvido na tentativa de latrocínio, na qual ele estaria pilotando a moto, mas ele não estava”, destacou o advogado.

Patrick disse ainda que pelo crime de roubo em 2020, onde supostamente os dois estariam juntos, a Polícia acabou associando este crime contra o policial ao seu cliente.

— Mas meu cliente não foi o piloto. Não era ele nessa ocasião da tentativa de latrocínio. Nós vamos reunir algumas provas junto com as que já temos, em busca de trazer a imagem real do meu cliente, que é trabalhador. Em 2020, ele quase foi notificado pela Polícia, só que houve uma troca de endereço e ele não foi localizado à época, sendo que o delegado terminou o inquérito, levou para o Ministério Público, que por sua vez ofereceu e o juiz de praxe, ofício, decretou a prisão preventiva, mas porque não conseguiram ouvi-lo antes — contou.

O advogado agora diz que está com essa documentação em mãos e que vai mostrar para o juiz essa questão, na qual mostra que seu cliente não foi cientificado da ação envolvendo o roubo de 2020.

Doutro Patrick levantou então a possibilidade de que seu cliente pode está sendo confundido com um parente, do qual ele prefere não falar sobre o grau de parentesco.

O outro parente em questão teria antecedentes criminais e por questões quase de homônimos, o seu cliente acabou preso.

— Existe um parente dele que possui antecedentes voltados para incertezas da vida. E por questões quase de homônimos, o meu cliente foi preso, mas na verdade, existe a possibilidade dele está sendo preso no lugar de seu parente — contou.


SEJA O PRIMEIRO A COMENTAR


* Publicação sujeita a moderação;
** Evite a utilização de termos grosseiros e xingamentos através de palavras de baixo calão;
*** Comentários com conteúdo ofensivo e propagandas serão devidamente ignorados.