Presidente cogita desistir da eleição de 2022 se não tiver voto impresso

A apoiadores, Bolsonaro voltou a dizer que há fraude nas urnas eletrônicas e fez novas acusações a ministro Barroso


19 de Julho de 2021 | 15h14

O presidente Jair Bolsonaro insinuou nesta segunda-feira (19) que pode desistir da candidatura à reeleição em 2022 caso não seja aprovada no Congresso a impressão dos votos das urnas eletrônicas. 

Em um discurso já recorrente, o presidente afirmou aos apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, que "eleição sem voto auditável não é eleição, é fraude".

Bolsonaro disse ainda que os votos das urnas eletrônicas serão auditados dentro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), "de forma secreta" e "pelas mesmas pessoas que liberaram o Lula [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] e o tornaram elegível".

Na realidade, todas as fases da votação, segundo o TSE, são auditáveis e podem ser acompanhadas por integrantes dos partidos políticos do país. O retorno do voto impresso foi testado em 2002 e descartado por várias falhas no processo.

"Olha, eu entrego a faixa para qualquer um se eu disputar eleição...", deixou no ar Bolsonaro. "Agora, participar dessa eleição com essa urna eletrônica...", completou, dando a entender que pode não concorrer à reeleição se não houver a mudança.

A declaração é um recuo em relação ao que disse no dia 9 de julho, quando delcarou que, se não houvesse a impressão dos votos, poderia não haver eleição em 2022. 

O chefe do Executivo foi além na análise. De acordo com ele, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, interferiu no Poder Legislativo para barrar o voto impresso no Congresso. 

"O Barroso foi para dentro do Parlamento fazer reunião com os congressistas. E acabou a reunião, o que vários líderes fizeram? Trocaram os parlamentares para votar contra o parecer do deputado Filipe Barros [PSL-PR], relator do projeto", afirmou.

Na visão de Bolsonaro, a urna eletrônica tem tecnologia defasada e é falsa a informação de que o sistema do TSE é inviolável.

O presidente justificou a falta de pressa na conversa de mais de 20 minutos com os apoiadores em Brasília. "Estou sem agenda", contou. O dia, brincou, será dedicado à cobrança dos ministros. 

Fonte: R7


1 COMENTÁRIO


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JosÉ Maria Clementino

19/07/2021 | 22h41
Isso é tudo que a quadrilha do luladrão quer. A quadrilha luladrão é formada por todos que são contra o Bolsonaro. A qudrilha luladrão é atuante desde o regime militar, saqueando comércios, sequestrando pessoas importantes para pedir resgates, roubando fuzis dos soldados nas guaritas dos quartéis, assassinando até mesmo seus próprios comparsas supondo que os mesmos fossem traidores, roubando banco, invadindo propriedades alheias, etc. Desde quando a quadrilha luladrão assumiu o poder, o Brasil vem sendo saqueado. Cada membro da quadrilha do luladrão fundou um partido político diferente, é desde então vem passando o bastão de mão em mão e enganando o povo. Seja lá em quem o ppvo vote, estará sempre votando em um elemento da quadrilha.