IML de município sofre com alta demanda e falta de legistas

A unidade recebe corpos de outros municípios


11 de Junho de 2021 | 15h13

O Instituto Médico Legal (IML) de Macaé, no Norte Fluminense, tem sofrido com a precariedade do serviço. Há falta de profissionais legistas e alta demanda para exames de necropsia, que precisam ser feitos em casos de morte violenta ou de causa desconhecida, como forma de ajudar nas investigações.

A unidade do instituto, que já recebe os corpos das cidades de Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Conceição de Macabu, Quissamã e Carapebus, viu o serviço praticamente dobrar com o fechamento da unidade de Araruama, na Região dos Lagos, há cerca de dois anos, devido a uma forte chuva que comprometeu o local.

Com isso, o posto de Macaé passou a receber também os corpos das cidades de Arraial do Cabo, Búzios, São Pedro da Aldeia, Araruama e Cabo Frio. Segundo informações, a média de exames de Macaé que eram cerca de 500 por ano antes do fechamento dos IML´s de Cabo Frio e Araruama chegaram a quase 900 no ano de 2020.

A demanda aumentou de 400 para 800 necropsias em média por mês, sem contar no deslocamento das famílias, ainda mais em época de pandemia e com as barreiras sanitárias. A precariedade do local tem gerado atraso na realização das necropsias e, consequentemente, nos sepultamentos, além de esgotamento físico e mental dos profissionais.

Fonte: O Dia 


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